Doação de leite materno

Os bancos de leite humano são importantes para a redução da mortalidade infantil.

Criada em 1998 por iniciativa do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH) é responsável por mais de 200 bancos de leite em todo o país e agrega mais de 150 pontos de coleta de leite humano, alguns com serviço de coleta domiciliar.

A rBLH-BR conta com mais de 90 postos de coleta distribuídos em vários municípios de São Paulo. Na capital, são 24 locais de atendimento.

O leite excedente do aleitamento materno é fundamental na alimentação de recém-nascidos prematuros e que estejam em situação de risco em UTIs.

Em 2017, cerca de 36,3 mil mulheres fizeram a doação de leite materno (158,9 mil no Brasil). Mais de 31 mil crianças foram atendidas em São Paulo (176,1 mil no Brasil).

Segundo a Nexo Jornal, a rede brasileira de coleta e doação de leite humano é reconhecida pela OMS - Organização Mundial da Saúde como uma das mais abrangentes e com o maior número de doadoras do mundo.

Quem pode doar?

Toda mulher com boas condições de saúde e em período de amamentação, desde que produza excedente de leite materno, pode ser uma doadora. Para isso, é necessário fazer um cadastro no banco de leite mais próximo e apresentar os exames do pré-natal para avaliação.

No entanto, estão impedidas de doar:

  • fumantes, usuárias de álcool ou drogas.
  • portadoras de doenças consideradas infectocontagiosas como Aids e hepatite.
  • usuárias de medicamentos que podem prejudicar a qualidade do leite materno.

Como é feita a doação?

A coleta é feita no próprio banco de leite ou, quando possível, na residência da doadora seguindo as orientações de higienização e segurança do profissional de saúde.

O leite doado passa por um rigoroso controle de qualidade. Ele é identificado, analisado, pasteurizado e liberado para consumo de acordo com a prescrição médica ou de um nutricionista.

Para saber mais sobre o processo de doação, acesse o artigo da rBLH ou acesse o material da campanha do Ministério da Saúde.

Coleta domiciliar

Para ser atendida pela equipe de coleta, é necessário entrar em contato com o banco de leite mais próximo para realizar o cadastro.

Um médico fará uma avaliação e, caso esteja apta para a doação, uma equipe do banco de leite entrará em contato para dar as orientações necessárias sobre a coleta, manipulação do material e armazenamento.

Doação de recipientes e potes de vidro

Segundo a Fiocruz, há muita dificuldade em conseguir os recipientes para a coleta de leite humano. Para ter uma ideia da necessidade desse material, são usados mais de 160 mil embalagens por ano.

Recipientes de vidro são bem aceitos como doação nos bancos de leite humano. Para saber mais como ajudar, entre em contato com os bancos de leite ou acesse o site da campanha Doe Vidro / Doe Vida.

Página atualizada em novembro de 2018

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