São Paulo: símbolos oficiais

Os símbolos oficiais são produtos gráficos ou musicais que carregam grande valor histórico e representam um município, estado ou nação. Esses símbolos são estabelecidos através de uma ou mais leis que tratam, minuciosamente, sobre suas dimensões e formas corretas de apresentação.

Segundo a Constituição, os quatro símbolos oficiais da República Federativa do Brasil são a Bandeira Nacional, o Hino Nacional, o Brasão da República e o Selo Nacional. Sua apresentação e seu uso são regulados pela Lei Federal nº 5.700, de 1º de setembro de 1971.

No caso do estado de São Paulo, são considerados símbolos oficiais a bandeira e o brasão, conforme o modelo definido no Decreto-Lei nº 16.349, de 27 de novembro de 1946, além do hino estadual.

Bandeira do Estado de São Paulo

Imagem da bandeira do estado de São Paulo.

A bandeira do Estado de São Paulo teve sua origem em 1888, mas somente foi oficializada meio século depois.

O modelo de bandeira paulista foi idealizado e proposto pelo jornalista e escritor Júlio Ribeiro, fundador do jornal "O Rebate". Naquela época, Júlio Ribeiro, que promovia uma campanha a favor da República, propôs a criação da bandeira para São Paulo e lançou essa idéia em seu periódico.

A adoção da bandeira como símbolo dos paulistas tomou força apenas às vésperas do Movimento Constitucionalista de 1932. Entretanto, Getúlio Vargas, durante o Estado Novo, suspendeu o uso dos símbolos nacionais, incluindo os símbolos regionais.

Somente em 27 de novembro de 1946, através do Decreto-Lei nº 16.349, ocasião em que os Estados tiveram de volta o direito de adotar novamente símbolos próprios.

Brasão do Estado de São Paulo

Imagem do brasão oficial do estado de São Paulo.

O Brasão de Armas do Estado de São Paulo foi instituído por meio do Decreto Estadual nº 5.656, durante a Revolução Constitucionalista, em 29 de agosto de 1932. Criado por Wasth Rodrigues, pintor, foi utilizado até 1937, sendo substituído por símbolos nacionais em decorrência da nova Constituição Federal estabelecida pelo Estado Novo de Getúlio Vargas.

Somente em 1946, com a institui Constituição que permitia que os Estados pudessem adotar símbolos próprios, o brasão de armas voltou a ser utilizada como um símbolo oficial do Estado de São Paulo. O Decreto-Lei nº 16.349, de 27 de novembro de 1946, que trata em seu artigo primeiro:

"O brasão de armas, adotado pelo Decreto Estadual nº 5.656, de 29 de agosto de 1932, assim ordenado: em escudo português de goles, uma espada com o punho brocante sobre o cruzamento de uma ramo de louro à destra e um de carvalho à sinistra, passados em aspa na ponta; divisa: em listel de goles, brocante sobre o cruzamento dos suportes, 'Pro Brasilia Fiant Eximia', de prata".

O lema do Estado de São Paulo, inscrito no brasão oficial, é 'Pro Brasilia fiant eximia', cujo significado é 'PELO BRASIL, FAÇAM-SE GRANDES COISAS'.

Hino Oficial

O Hino Oficial do Estado de São Paulo foi instituído pela Lei Estadual nº 337, de 10 de julho de 1974. Essa lei institui como letra do Hino o poema "Hino dos Bandeirantes", de autoria de Guilherme de Almeida.

"Paulista, pára um só instante
dos teus quatro séculos ante
a tua terra sem fronteiras,
o teu São Paulo das "bandeiras"!

Deixa atrás o presente:
olha o passado à frente!

Vem com Martim Afonso a São Vicente!
Galga a Serra do Mar! Além, lá no alto,
Bartira sonha sossegadamente
na sua rede virgem do Planalto.
Espreita-a entre a folhagem de esmeralda;
beija-lhe a Cruz de Estrelas da grinalda!
Agora, escuta! Aí vem, moendo o cascalho,
botas-de-nove-léguas, João Ramalho.
Serra-acima, dos baixos da restinga,
vem subindo a roupeta
de Nóbrega e de Anchieta.

Contempla os Campos de Piratininga!
Este é o Colégio. Adiante está o sertão.
Vai! Segue a "entrada"! Enfrenta!
Avança! Investe!

Norte - Sul - Este - Oeste,
em "bandeira" ou "monção",
doma os índios bravios.

Rompe a selva, abre minas, vara rios;
no leito da jazida
acorda a pedraria adormecida;
retorce os braços rijos
e tira o ouro dos seus esconderijos!

Bateia, escorre a ganga,
Lavra, planta, povoa.
Depois volta à garoa!

E adivinha através dessa cortina,
Na tardinha enfeitada de miçanga,

A sagrada Colina
Ao Grito do Ipiranga!
Entreabre agora os véus!

Do Cafezal, Senhor dos Horizontes,
Verás fluir por plainos, vales, montes,
usinas, gares, silos, cais, arranha-céus!"

 

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Última atualização: novembro de 2017