São Paulo: infraestrutura de transportes

São Paulo é o principal estado produtor e consumidor da América Latina.

O estado conta com a maior e melhor infraestrutura de transportes do Brasil, representando um importante diferencial competitivo para a circulação de passagerios, as relações comerciais e a indústria nacional.

Em relação aos demais estados brasileiros, São Paulo apresenta uma infraestrutura de transportes na qual praticamente todas as cidades do interior estão conectadas à capital por uma vasta rede, incluindo rodovias duplicadas, ferrovias e a hidrovia do Rio Tietê.

Além disso, o estado possui o maior aeroporto do país, o Aeroporto Internacional de Guarulhos, e o porto com maior movimentação de carga, o Porto de Santos.

Transporte rodoviário

As melhores rodovias do país estão localizadas no estado de São Paulo.

Das 20 primeiras selecionadas no último ranking divulgado pela Confederação Nacional do Transporte - CNT , em 2015, 19 integram o Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo, sob fiscalização da Agência de Transporte do Estado de São Paulo - ARTESP .

O estado ainda possui uma das maiores malhas rodoviárias do Brasil. De acordo com o levantamento do Departamento de Estradas de Rodagem - DER-SP realizado em outubro de 2015, São Paulo possui 198.995 quilômetros de estradas e rodovias que estão distribuídas da seguinte forma:

  • 15.402 km de rodovias sob responsabilidade do DER-SP
  • 6.716 km de rodovias estão a cargo das empresas concessionárias
  • 1.055 km de rodovias federais
  • 175.821 km de estradas e vias municipais

Principais rodovias estaduais

Ayrton Senna da Silva/Governador Carvalho Pinto (SP-070)

Interliga a capital com as cidades do Vale do Paraíba, importante polo tecnológico e aeronáutico do país - onde fica a sede da EMBRAER e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica - ITA.

Castello Branco (SP-280)

Principal ligação entre a capital e as cidades de Itu, Sorocaba, Avaré e Santa Cruz do Rio Pardo.

Dom Pedro I (SP-065)

Interliga as cidades de Jacareí e Campinas. É a principal rota para quem vem da Rodovia Presidente Dutra (BR-116) e segue em direção ao interior do estado.

Raposo Tavares (SP-270)

Essa rodovia com mais de 650 km de extensão é a rota entre a capital, as cidades do oeste paulista, a região prudentina e Mato Grosso do Sul. A estrada atende as seguintes cidades: São Roque, Sorocaba, Itapetininga, Ourinhos, Assis, Presidente Prudente e Presidente Epitácio.

Rodoanel Mário Covas (SP-021)

Quando concluído o trecho norte, o anel viário metropolitano terá aproximadamente 180 km extensão. Essa via moderna é utilizada como rota para os veículos oriundos das rodovias paulistas que não tem como destino a capital paulista.

Sistema Anchieta-Imigrantes

Rota principal das cargas que são importadas e exportadas pelo país, as rodovias Anchieta (SP-150) e dos Imigrantes (SP-160) compõem uma ligação de extrema relevância econômica para o estado. De acordo com a concessionária, utilizam o Sistema anualmente mais de 30 milhões de veículos.

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Composto pelas rodovias Anhanguera (SP-330) e dos Bandeirantes (SP-348), esse sistema registra uma média de 860 mil veículos por dia. É a principal interligação da capital paulista com a região de Jundiaí, Campinas, Ribeirão Preto e Uberaba, em Minas Gerais.

Tamoios (SP-099)

Principal ligação do Vale do Paraíba com o Litoral Norte de São Paulo. Interliga as cidades de Caraguatatuba e São José dos Campos, cruzando a Serra do Mar na região de Paraibuna.

Via Rondon (SP-300)

Essa rodovia cruza praticamente todo o estado de São Paulo. Começa em Jundiaí com a denominação Dom Gabriel Paulino Bueno Couto e a partir de Itu recebe a denominação Via Rondon, interligando cidades importantes como Botucatu, Bauru, Lins, Penápolis, Araçatuba e Andradina.

Washington Luís (SP-310)

Principal rota de veículos e cargas que vem do noroeste paulista e Mato Grosso do Sul para a capital e Porto de Santos. Cruza importantes cidades do estado, tais como Rio Claro, São Carlos, Araraquara, Matão, Catanduva e São José do Rio Preto. O trecho da SP-310 entre Mirassol e Ilha Solteira (na divisa do estado) recebe o nome de Feliciano Sales da Cunha.

Fotografia de um trecho do Rodoanel Mário Covas (SP-021)

Trecho do Rodoanel Mário Covas (SP-021)

Principais rodovias federais

Fernão Dias (BR-381)

Inaugurada em 1959, essa rodovia interliga a Região Metropolitana de São Paulo (na região de Guarulhos) a Belo Horizonte, cruzando toda a região sul do estado de Minas Gerais. Segundo o órgão responsável pelas rodovias mineiras, 25% da população mineira vivem e trabalham na sua área de influência.

Presidente Dutra (BR-116)

Uma das principais rodovias federais do país, a Presidente Dutra interliga as duas maiores cidades brasileiras: São Paulo e Rio de Janeiro. Foi inaugurada em 1951 em substituição a antiga estrada inaugurada pelo presidente Washington Luís, em maio de 1928.

Régis Bittencourt (BR-116)

Inaugurada em janeiro de 1961, é a principal rota que interliga a região sudeste à região sul e países do Mercosul. O trecho da Régis Bittencourt tem 402 km de extensão e conecta as regiões metropolitanas de São Paulo e Curitiba. Segundo a concessionária, é notável um expressivo volume de ônibus e caminhões, representando cerca de 70% do movimento total da rodovia.

Transbrasiliana (BR-153)

A Rodovia Transbrasiliana é a quarta maior rodovia federal que cruza o país de norte a sul. Com mais de 4,3 mil km de extensão, passa pelos estados do Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No trecho paulista, a BR-153 é uma importante ligação das cidades de Ourinhos, Marília, Lins e São José do Rio Preto.

A importância das rodovias no Brasil

A distribuição espacial da logística de transportes no território brasileiro apresenta predominância de rodovias, concentradas principalmente no Centro-Sul do país, em especial no estado de São Paulo.

Em 2009, segundo a Confederação Nacional de Transportes (CNT), 61,1% de toda a carga transportada no Brasil usou o sistema modal rodoviário; 21,0% passaram por ferrovias, 14% pelas hidrovias e terminais portuários fluviais e marítimos e apenas 0,4% por via aérea.

(Trecho extraído de IBGE mapeia a infraestrutura dos transportes no Brasil , por Portal Brasil)

Frota de veículos

Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito - DENATRAN de dezembro de 2015, a frota no Brasil é de 90,6 milhões de veículos registrados. O automóvel representa quase 55% desse total com 49,8 milhões de veículos.

No estado de São Paulo, a frota de veículos registrados é de 26.605.042. Apenas na capital, são 7.590.181 veículos registrados.

Transporte hidroviário

A utilização da hidrovia como meio de transporte oferece diversos benefícios: economia de energia, consumo menor de combustível, redução de emissão de gases poluentes, diminuição do tráfego de veículos pesados de carga nas estradas e redução dos custos com logística.

Segundo o Ministério dos Transportes , o Brasil possui cerca de 22 mil km de trechos navegáveis em rios, lagos e lagoas que constituem uma extensa rede de transporte de cargas e passageiros.

As principais hidrovias do país são: Amazônica (17.651 quilômetros), Tocantins-Araguaia (1.360 quilômetros), Paraná-Tietê (1.359 quilômetros), Paraguai (591 quilômetros), São Francisco (576 quilômetros), Sul (500 quilômetros). 80 % das hidrovias estão na região amazônica, especificamente no complexo Solimões-Amazonas.

No estado de São Paulo, o Rio Tietê é o caminho para o escoamento da produção agrícola e transporte de cargas por vias navegáveis.

A Hidrovia Tietê-Paraná possui cerca de 2,4 mil km. Ela conecta os estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Góias, além do Paraguai no trecho sul - o que justifica o seu apelido de “Hidrovia do Mercosul”. Esse é um canal estratégico de escoamento da produção agrícola brasileira, principalmente para a exportação internacional pelos portos de Santos e São Sebastião.

No trecho paulista, a hidrovia tem aproximadamente 800 km de vias navegáveis nos rios Tietê e Piracicaba. A infraestrutura é composta por 19 estaleiros e 30 terminais intermodais de carga.

Além da função de transporte de cargas, a Hidrovia Tietê-Paraná tem uma forte demanda para passeios turísticos e esportes náuticos.

Mapa das hidrovias do estado de São Paulo

Mapa das hidrovias de São Paulo - Banco de Informações e Mapas de Transportes, do Ministério dos Transportes. [Fonte ]

Portos

O Brasil possui 8,5 mil quilômetros de costa navegáveis.

De acordo com a Secretaria de Portos da Presidência da República , há 37 portos públicos organizados no país com administração exercida pela União, no caso das Companhias Docas, ou delegada a municípios, estados ou consórcios públicos. O sistema portuário brasileiro movimentou, em 2013, 931 milhões de toneladas de cargas. Isso representa 90% das exportações do país.

No estado de São Paulo, estão localizados dois importantes portos: Porto de Santos e Porto de São Sebastião.

Porto de Santos

Inaugurado em 1892, é gerido pela Companhia Docas do Estado de São Paulo - CODESP , sociedade de economia mista criada pelo Governo Federal.

Possui uma extensão de cais de 15.960 metros e área útil total de 7,8 milhões de metros quadrados. Conta com 55 terminais marítimos e retroportuários e 65 berços de atracação, dos quais 14 são de terminais privados para grãos, fertilizantes, granéis líquidos, veículos e contêineres.

Em 2014, o Porto de Santos teve um movimento de 111,2 milhões de toneladas de cargas segundo o relatório anual do empreendimento . Os embarques atingiram 76,6 milhões e as descargas 34,6 milhões de toneladas.

Porto de São Sebastião

Esse porto é administrado pela Companhia Docas de São Sebastião , empresa vinculada à Secretaria de Estado de Transportes de São Paulo.

Os principais produtos de importação são a barrilha, sulfato de sódio, malte, cevada, trigo, produtos siderúrgicos, máquinas e equipamentos, bobinas de fio de aço e cargas gerais. Os principais produtos de exportação são veículos, peças, máquinas e equipamentos, virtualhas, produtos siderúrgicos e cargas gerais.

Em 2014, o porto movimentou 730 mil toneladas de cargas.

Portos secos

A distribuição geográfica dos portos secos também é um indicativo da centralidade que exerce para a economia nacional o estado de São Paulo. As Estações Aduaneiras de Interior, como também são chamados, são recintos alfandegados onde são executadas operações de armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias. Estas operações seguem o regime de concessão e são operados por empresas privadas.

Os portos secos são instalados, em grande parte, próximo às áreas de expressiva produção e consumo e contribuem para agilizar as operações de exportação e importação de mercadorias. O estado de São Paulo concentra a maioria destas estruturas, 28 das 62 de todo o Brasil, em cidades da Região Metropolitana e entorno. Em contraste, as Regiões Nordeste e Norte possuem duas estações cada, localizadas em Recife e Salvador, Belém e Manaus. No Centro-Oeste, há mais três cidades com tais estruturas e, na Região Sul, que participou com 16,1% do PIB em 2011, há outras 11 cidades com portos secos, alguns localizados em cidades fronteiriças, onde há pontos de fronteira, como Santana do Livramento, Uruguaiana e Jaguarão.

(Trecho extraído de Logística dos transportes no Brasil , publicação do IBGE)

Travessias litorâneas

O litoral de São Paulo possui seis travessias litorâneas (balsas que atravessam trechos marítimos) cuja operação é desempenhada pela DERSA :

Transporte ferroviário

A malha ferroviária está presente principalmente na região sudeste do país, com algumas ferrovias antigas e históricas que influenciou positivamente na estruturação do território paulista, acompanhando a expansão da produção cafeeira até a região do oeste paulista, no século XIX e início do século XX.

Segundo o Ministério dos Transportes , com o Programa Nacional de Desestatização, na década de 1990, o Governo Federal concedeu ao setor privado a operação e manutenção de sete malhas regionais. Atualmente, a extensão da malha ferroviária concedida é de 28,1 mil km.

No estado de São Paulo, a malha ferroviária é operada pelas seguintes concessionárias:

Mapa ferroviário do estado de São Paulo

Mapa da malha ferroviária paulista - Banco de Informações e Mapas de Transportes, do Ministério dos Transportes. [Fonte ]

Aeroportos

São Paulo possui 36 aeroportos que atendem praticamente todas as regiões paulistas administrados pela União, Governo do Estado, governos municipais e concessionárias.

São Paulo Aeroportos

26 aeroportos são administrados pela São Paulo Aeroportos , antigo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo - DAESP. Os aeroportos estão localizados nas seguintes regiões:

  • Bauru: aeroportos de Avaré/Arandu, Bauru/Arealva, Marília, Ourinhos e São Manuel
  • Itanhaém: aeroportos de Itanhaém, Registro e Ubatuba
  • Presidente Prudente: aeroportos de Andradina, Assis, Dracena, Presidente Epitácio, Presidente Prudente e Tupã
  • Ribeirão Preto: aeroportos de Araraquara, Franca, Ribeirão Preto e São Carlos
  • São José do Rio Preto: aeroportos de Araçatuba, Penápolis, São José do Rio Preto e Votuporanga
  • Sorocaba: aeroportos de Bragança Paulista, Campinas, Jundiaí e Sorocaba

Em 2015, esses aeroportos foram responsáveis pela movimentação de 2,5 milhões de passageiros em voos regulares e não-regulares, além de 4 mil toneladas de cargas.

Infraero

Criada em 1973, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária - Infraero é uma das maiores operadoras aeroportuárias do mundo.

No estado de São Paulo, há 5 aeroportos que são administrados ou estão sob regime de concessão pela Infraero:

Municipais

5 aeroportos eram administrados pelo Estado foram concedidos à administração municipal: Barretos, Lins, Piracicaba, Botucatu e Bauru-Centro.

Última atualização: março de 2016