São Paulo: história dos governadores

Ao longo da história do Brasil, a denominação dos governantes e dos territórios modificou-se diversas vezes. Atualmente, os estados são administrados por governadores e vice-governadores. Porém, houve uma época que já tivemos presidentes de estado, interventores federais, capitães-generais e donatários de capitanias.

Abaixo, apresentamos uma relação completa dos governantes de São Paulo ao longo de sua história. Originalmente, esse trabalho foi elaborado por Antônio Sérgio Ribeiro, advogado, pesquisador e funcionário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) e colaboradores da ALESP.

Um pouco de história

(texto de Antônio Sérgio Ribeiro)

Em 7 de junho de 1494, seis anos antes de Pedro Álvares Cabral chegar ao Brasil, foi assinado pelos reis católicos, Fernando e Isabel, soberanos de Castela e de Aragão, e por D. João II, de Portugal, o Tratado de Tordesilhas, que dividia as terras por descobrir na América, entre os dois reinos. Essa linha imaginária passava pela foz do rio Amazonas e ia até o estuário do rio da Prata e do rio Paraguai. A leste, ao Atlântico, pertencia a Portugal e no sentido oeste era da Espanha. Os jesuítas espanhóis, anos depois, invadiriam o território pertencente a Portugal, e seriam expulsos pelos bandeirantes paulistas, que foram os responsáveis pela anexação ao Brasil de seis milhões e duzentos mil quilômetros quadrados, que antes pertenciam à Coroa espanhola.

Somente 30 anos após o descobrimento é que o rei de Portugal resolveu mandar uma expedição ao Brasil para tomar posse de suas terras de além-mar. Para esta missão foi designado pelo rei D. João III o fidalgo português Martim Afonso de Sousa, que tinha por determinação real organizar administrativa e juridicamente a nova Colônia. Partindo do rio Tejo em 02 de dezembro de 1530, escalou nas Ilhas Canárias e do Cabo Verde e chegou em fins de janeiro de 1531 ao Brasil. Aportando em Pernambuco, encontrou três navios franceses carregados de paubrasil, tendo apresado os mesmos. Continuando sua viagem para o Sul, passou pela Bahia, onde teve contato com Diogo Álvares Correa o Caramurú e em 30 de abril de 1531 entrou na baía da Guanabara, onde permaneceu por três meses. Depois, ancorou na região de Cananéia, daí foi até a foz do Rio da Prata. Retornando, fundou em 22 de janeiro de 1532, a primeira cidade brasileira, São Vicente, fazendo erguer um sobrado para a Câmara, uma igreja, uma casa-forte, um estaleiro e o pelourinho. Mandou plantar alguns produtos, principalmente cana-de-açúcar trazida da ilha da Madeira, sendo construído o primeiro engenho, e dividiu em lotes as terras da região e as distribui entre os primeiros povoadores lusos. Em campanhia de João Ramalho, subiu a serra até o planalto de Piratininga. Em setembro de 1532, em carta do rei, é comunicado a deliberação de adotar o regime feudal hereditário das Capitanias Donatárias, cabendo a ele e seu irmão Pero Lopes de Sousa as melhores doações. A Capitania de São Vicente se estendia de Cananéia até Cabo Frio. Regressando a Portugal, em 24 de março de 1533, é designado um representante legal. Assim surge o Capitão-mor, que durante quase 200 anos dirigiriam os destinos da Capitania.

Com a criação da nova Capitania, a vila de São Vicente é designada sua sede, em 1535. São Paulo, fundada em 25 de janeiro de 1554, seria elevada a vila em 1557 e em 23 de março de 1681 a capital da Capitania, por decisão de seu donatário. Em 1709, é criada a Capitania de S. Paulo e Minas de Ouro, com territórios separados do Rio de Janeiro , e nomeados para administrar em nome da corte portuguesa os Governadores e Capitães-generais.

Com a decisão do rei D. João V e do Marquês de Pombal, de não mais concederem Capitanias Hereditárias, as terras seriam incorporadas à Coroa através de confisco ou compra, e assim, por alvará de 31 de agosto de 1753, com o pagamento de indenização ao último donatário, foi a Capitania de São Paulo finalmente anexada pelo governo português.

Com a descoberta de ouro e pedras preciosas em Minas Gerais, em 1720, esta é separada de São Paulo, tornando-se uma Capitania independente. Em 1738, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são desligados do território paulista. Em carta ao rei, Gomes Freire, Governador e Capitão-general, escreve sobre a decadência de São Paulo, para ele: "formosa sem dote". Com o êxodo para Minas Gerais, São Paulo tem sua agricultura somente de subsistência, uma incipiente indústria e o comércio mingua. No ano de 1748, por Carta Régia, Goiás e Mato Grosso são desmembrados da Capitania São Paulo, e esta é extinta por decisão real e anexada e subordinada ao governo do Rio de Janeiro.

Por ato do rei de Portugal, D. José I seria restabelecida em 1765, a Capitania de São Paulo, com administração nomeada pela Coroa. O novo Governador e Capitão-general, estimularia o desenvolvimento, incentivando a agricultura e mandando vir da Europa e da Índia mudas e sementes para distribuir aos lavradores. Somente em 1853, o Paraná teria sua autonomia e São Paulo passa a possuir o território atual.

DONATÁRIOS E CAPITÃES-MORES: nos primórdios da colonização (de 1533 a 1753)

Em 1530, o rei de Portugal D. João III enviou uma expedição ao Brasil para tomar posse e colonizar as terras brasileiras efetivamente. Ou seja, isso ocorreu somente após 30 anos da dita descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral. O comandante designado para essa expedição foi Martim Afonso de Souza.

O sistema de Capitanias Hereditárias foi criado por D. João III, visando um melhor controle e exploração das terras brasileiras, e dividiu o território brasileiro em faixas, que iam do litoral até a linha do Tratado de Tordesilhas. A administração dessas faixas (capitanias) era encaminhada aos chamados donatários, que também podiam explorá-las e colonizá-las. A sucessão dos donatários era feita hereditariamente, portanto, de pai para filho. Esse sistema vigorou, sob diversas formas, no período colonial até o século XVIII, quando o sistema de hereditariedade foi extinto pelo Marquês de Pombal em 1759.

Os donatários passavam mais tempo na metrópole do que, propriamente, na capitania. Por essa razão eles delegavam a administração da capitania aos capitães-mores. O capitão-mor era nomeado pelo próprio donatário pelo período de três anos. A partir de 1669, o capitão-mor era nomeado pela Coroa, mediante uma lista de três nomes, fornecida pelo donatário ao rei. Do ponto de vista historiográfico, é difícil definir com precisão as datas e nomes dos capitães-mores, em razão da insuficiência da documentação existente.

São Paulo teve donatários no período de 1533 a 1753 e capitães-mores de 1533 a 1709 (considerando a sua origem na Capitania de São Vicente).

  • 1533 a 1571 - Martim Afonso de Sousa
  • 1572 a 1586 - Pero Lopes de Sousa (filho do precedente)
  • 1587 a 1610 - Lopo de Sousa (filho do precedente)
  • 1621 a 1624 - Mariana de Sousa Guerra, a Condessa de Vimieiro (irmã do precedente)
  • Álvaro Pires de Castro e Sousa, Conde de Monsato – Bisneto de Pero Lopes de Sousa (este irmão de Martim Afonso de Sousa), por erro de demarcação entre as Capitanias de Santo Amaro e São Vicente, se apropria indevidamente das terras, inclusive as vilas de Santos, S. Paulo e S. Vicente.

    Com o litígio entre as famílias, a Condessa de Vimieiro, em 6/2/1624, transfere de S. Vicente para Itanhaém a sede de sua Capitania. Nesse período são nomeados dois Capitães-Mores distintos por donatário e que tinham jurisdição na mesma área territorial.

  • 1645 a 1648 - Sancho de Faro (filho da Condessa de Vimieiro)
  • 1649 a 1653 - Diogo de Faro e Sousa (filho do precedente)
  • 1654 a 1679 - Luís Carneiro (sobrinho de D. Diogo)
  • 1679 a 1691 - Francisco Luís Carneiro de Sousa – (filho do precedente)
  • Este reivindica tudo que pertencia aos legítimos herdeiros de Martim Afonso de Sousa, e em seu nome, o Capitão-mor Luís Lopes de Carvalho, em 28/4/1679, faz retornar a sede da Capitania para S. Vicente e toma posse perante à Câmara.

  • 1720 - Antônio Carneiro de Sousa – (filho do precedente)
  • 1753 - Carlos Carneiro de Sousa
  • Carlos C. de Sousa foi o último donatário, sendo indenizado pela venda da Capitania ao rei de Portugal, D. José I.

Capitães-Mores (Governo da Capitania Hereditária de São Vicente)

  • 1533 - Pero de Gois (*)
  • 1536 - Gonçalo Monteiro (*)
  • (*)Alguns historiadores, contestando outros, afirmam que o primeiro Capitão-mor da Capitania de São Vicente seria Pero de Gois e não Gonçalo Monteiro, e que este, só em fins de 1536, teria assumido o cargo, quando aquele viajou para Portugal em missão.

  • 1538 - Antônio de Oliveira
  • 1543 - Cristóvão de Aguiar de Altero
  • 1545 - Braz Cubas
  • 1549 - Antônio de Oliveira
  • 1554 - Gonçalo Afonso
  • 1555 - Braz Cubas
  • 1556/1558 - Jorge Ferreira
  • 1558/1561 - Francisco de Moraes
  • 1561/1562 - Pedro Colaço
  • 1563 - Pedro Ferraz Barreto
  • 1567 - Jorge Ferreira
  • 1572/1592 - Jerônimo Leitão
  • (1580) - Antônio de Proença (interino)
  • 1592/1595 - Jorge Correa
  • 1598 - Roque Barreto
  • 1600/1602 - Roque Barreto
  • 1602 - Pedro Vaz de Barros
  • 1602 - Diogo Lopes de Castro
  • 1603 - Roque Barreto
  • 1606 - Antonio Pedroso de Barros
  • 1607 - Gaspar Coqueiro
  • 1612 - Luís de Freitas Matoso
  • 1612 - Nuno Pereira Freire
  • 1613 - Francisco de Sá Sottomaior
  • 1613 - Roque Barreto
  • 1613 - Domingos Pereira Jacome
  • 1614 - Pedro Cubas (interino)
  • 1614 - Paulo da Rocha e Siqueira
  • 1615 - Baltasar de Seixas Rabelo
  • 1617 - Gonçalo Corrêa de Sá
  • 1618 - Martim de Sá
  • 1618 - Pedro Cubas (interino)
  • 1621 - Manuel Rodrigues de Moraes
  • 1622 - Fernão Vieira Tavares
  • 1622 - João de Moura Fogaça
  • 1624 - Álvaro Luís do Vale
  • 1626 - Gonçalo Corrêa de Sá
  • 1628 - Pedro da Mota Leite
  • 1632 - Francisco da Costa
  • 1635 - Francisco da Rocha
  • 1638 - Antônio de Aguiar Barriga
  • 1639 - Vasco da Mota
  • 1640 - João Luís Mafra
  • 1640 - Calixto da Mota
  • 1641 - Gonçalo Corrêa de Sá
  • 1642 - Gaspar de Sousa Ulhôa
  • 1642 - Francisco da Fonseca Falcão
  • 1643 - Antônio Ribeiro de Moraes
  • 1644 - Gaspar de Sousa Ulhôa
  • 1645 - Franscisco Pinheiro Raposo
  • 1644 - Jacques Félix
  • 1643 - Antônio Lopes da Costa
  • 1644 - Valério Carvalho
  • 1647 - Manuel Carvalho
  • 1648 - Manuel Pereira Lôbo
  • 1649 - Dionísio da Costa
  • 1650 - Álvaro Luís do Vale
  • 1652 - Bento Fernão de Castelo Branco
  • 1652 - Francisco Álvaro Marinho
  • 1653 - Jorge Fernandes da Fonseca
  • 1654 - Gonçalo Couraça de Mesquita
  • 1654 - Simão Dias da Fonseca
  • 1657 - Manuel de Quevedo e Vasconcelos
  • 1657 - Manuel de Sousa da Silva
  • 1658 - Jerônimo Pantoja Leitão
  • 1659 - Antonio Ribeiro de Morais
  • 1660 - Jorge Fernandes da Fonseca
  • 1662 - Antonio Raposo da Silveira
  • 1662 - João Blau
  • 1662 - Cipriano Tavares
  • 1665 - Tomás Fernandes de Oliveira
  • 1665 - Agostinho de Figueiredo
  • 1666 - Sebastião Velho de Lima
  • 1668 - Jorge Bron
  • 1669 - Roque Leitão Robalo
  • 1669 - Henrique Leitão Robalo
  • 1670 - Atanásio da Mota
  • 1675 - Tomás Fernandes de Oliveira
  • 1677 - Braz Rodrigues de Arzão
  • 1677 - Felipe Carneiro de Alcaçova
  • 1679 - Luís Lopes de Carvalho
  • 1684 - Diogo Arias de Araújo
  • 1684 - Pedro Taques de Almeida
  • 1687 - Filipe de Carvalho
  • 1688 - Tomás Rodrigues Sanches
  • 1690 - Manuel Peixoto da Mota
  • 1691 - Manuel Pereira da Silva
  • 1692 - Diogo Pinto do Rêgo
  • 1694 - Manuel Garcia
  • 1696 - Simão de Toledo Piza
  • 1696 - Pedro Rodrigues Sanches
  • 1697 - Gaspar Teixeira de Azevedo
  • 1697 - Martim Garcia Lumbria
  • 1700 - Tomas da Costa Barbosa
  • 1701 - Miguel Teles da Costa
  • 1703 - Antonio Correa de Lemos
  • 1706 - Manoel Gonçalves Ferreira
  • 1707 - José de Godoi Moreira
  • 1707 - João de Campos e Matos
  • 1709 - Francisco do Amaral Coutinho
  • As informações sobre os nomes e as datas de exercício dos Capitães-mores, não são precisas por extravio dos competentes documentos.

GOVERNADORES e CAPITÃES-GENERAIS: quando São Paulo chegou a pertencer a Minas e ao Rio de Janeiro (de 1710 a 1821)

Poucos anos após ser criada, a Vila de São Vicente tornou-se capital da Capital de mesmo nome. Esse território estendia-se do litoral sul do que hoje é o Estado de São Paulo até o sul do Rio de Janeiro. Mais tarde, a Capitania de São Vicente foi dividida em duas e a parte ao norte se tornou a Capitania do Rio de Janeiro, que englobava territórios de São Paulo, Minas Gerais, Góias, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

Somente em 1709, a coroa portuguesa cria a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, desmembrando-a da Capitania do Rio de Janeiro. Foi então que iniciou o período dos Governadores e Capitães-Generais, designação dada aos comandantes militares que eram incumbidos da administração de seus territórios.

A administração realizada por Governadores e Capitães-generais deu-se, em São Paulo, de 1710 a 1821.

  • 18/06/1710 - Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho
  • 31/08/1713 - Braz Baltazar da Silveira
  • 14/09/1717 - Pedro de Almeida Portugal
  • 05/09/1721 - Rodrigo César de Menezes
  • 15/08/1727 - Antônio da Silva Caldeira Pimentel
  • 15/08/1732 - Antônio Luís de Távora
  • 01/12/1737 - Gomes Freire de Almeida – (interino)
  • 12/02/1739 - Luís de Mascarenhas
  • Por carta régia de 9 de maio de 1748, é extinto o governo da Capitania de São Paulo, subordinando-a aos Governadores e Capitães-gerais do Rio de Janeiro. Em 6 de janeiro de 1765, por outra carta régia foi restabelecido o governo e a Capitania de São Paulo.

  • 22/07/1765 - Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão – Morgado de Mateus
  • 14/06/1775 - Martim Lopes Lôbo de Saldanha
  • 16/03/1782 - Francisco da Cunha Menezes
  • 05/05/1786 - José Raimundo Chichorro da Gama Lôbo - (interino)
  • 05/06/1788 - Bernardo José de Lorena
  • 28/06/1797 - Antônio Manuel de Melo Castro e Mendonça
  • 10/12/1802 - Antônio José da Franca e Horta
  • Junho/outubro de 1808 – Triunvirato: Mateus de Abreu Pereira, Miguel Antônio de Azevedo Veiga, José Maria do Couto (*)
  • 26/08/1813 - Triunvirato: Mateus de Abreu Pereira, Nuno Eugênio de Lossio, Miguel José de Oliveira Pinto (*)
  • (*)Triunvirato em razão de licença do titular (governo interino)

  • 08/12/1814 - Francisco de Assis Mascarenhas
  • 25/04/1819 - João Carlos Augusto de Oyenhausen Grevembourg
  • 23/06/1821 - Governo provisório eleito pelo Povo e Tropa
  • Presidente – João Carlos Augusto de Oeynhausen Grevembourg
    Vice-Presidente – José Bonifácio de Andrade e Silva
    Secretário do Interior e Fazenda – Martim Francisco Ribeiro de Andrada
    Secretário da Guerra – Lazaro José Gonçalves
    Secretário da Marinha – Miguel José de Oliveira Pinto
    Vogais pelo Eclesiástico – Felibesto Gomes Jardim / João Ferreira de Oliveira Bueno
    Vogais pelas Armas – Antonio Leite Pereira da Gama Lobo / Daniel Pedro Muller
    Vogais pelo Comércio – Francisco Ignácio de Souza Queiroz / Manoel Rodrigues Jordão
    Vogais pela Instrução Pública – Francisco de Paula e Oliveira / André da Silva Gomes
    Vogais pela Agricultura – Nicoláo Pereira de Campos Vergueiro / Antonio Maria Quartim

GOVERNO PROVISÓRIO: período de transição da Colônia para o Império (de 1821 a 1824)

No período de 1808 a 1821, houve governos interinos e provisórios. Em 01 de outubro de 1821, D. João VI assinou o decreto em que determinava a extinção da denominação "Governador e Capitão-General" e a definição por somente "Governador", assim como a criação de Juntas Provisórias.

    Governo da Província Império

  • 10/09/1822 a 09/01/1823 - Triunvirato: Matheus de Abreu Pereira, José Corrêa Pacheco e Silva, Candido Xavier de Almeida e Souza
  • Governo Provisório

  • 09/01/1823 a 01/04/1824 - Presidente: Candido Xavier de Almeida e Souza
  • Deputados: Manoel Joaquim de Ornellas, João Gonçalves de Lima, Francisco Corrêa de Moraes, João Baptista da Silva Passos

    Secretário: José Corrêa Pacheco e Silva

PRESIDENTES DE PROVÍNCIA (de 1824 a 1889)

Em 1823, D. Pedro I assinou uma Lei Imperial (datada de 20 de outubro) dando nova forma aos Governos das Províncias, criando para cada uma delas um Presidente e um Conselho. Através desta lei as Juntas Provisórias eram extintas e eram criados os cargos de "Presidentes".

O primeiro Presidente da Província de São Paulo nomeado foi Lucas Antonio Monteiro de Barros, cujo governo foi de 01 de abril de 1824 a 05 de abril de 1827.

Siglas utilizadas: (PR) Presidente de Província, (VP) Vice-presidente

  • 01/04/1824 a 05/04/1827 - Lucas Antonio Monteiro de Barros (PR)
  • No período de 22/04/1826 a 22/09/1826, Luiz Antonio Neves de Carvalho (VP) assumiu interinamente o cargo

  • 05/04/1827 a 19/12/1827 - Luiz Antonio Neves de Carvalho (VP)
  • 19/12/1827 a 18/04/1828 - Thomaz Xavier Garcia de Almeida (PR)
  • 18/04/1828 a 05/10/1828 - D. Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade (VP)
  • 05/10/1828 a 13/01/1829 - Manoel Joaquim D’Ornellas (VP)
  • 13/01/1829 a 15/04/1830 - José Carlos Pereira de Almeida Torres (PR)
  • No período de 10/03/1829 a 10/10/1829, D. Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade (VP) assumiu interinamente o cargo

  • 15/04/1830 a 05/01/1831 - D. Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade (VP)
  • 15/01/1831 a 17/04/1831 - Aureliano de Souza e Oliveira Coutinho (PR)
  • 17/04/1831 a 20/06/1831 - D. Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade (VP)
  • 20/06/1831 a 17/11/1831 - Manoel Theodoro de Araújo Azambuja (PR)
  • 17/11/1831 a 11/05/1835 - Rafael Tobias de Aguiar (PR)
  • No período de 28/05/1834 a 14/09/1834, Vicente Pires da Motta (VP) assumiu interinamente o cargo

  • 11/05/1835 a 25/11/1835 - Francisco Antonio de Souza Queiroz (VP)
  • 25/11/1835 a 30/04/1836 - José Cesario de Miranda Ribeiro (PR)
  • 30/04/1836 a 02/08/1836 - José Manoel de França (VP)
  • 02/08/1836 a 12/03/1838 - Bernardo José Pinto Gavião Peixoto (PR)
  • 12/03/1838 a 11/07/1839 - Venancio José Lisbôa (PR)
  • 11/07/1839 a 06/08/1840 - Manoel Machado Nunes (PR)
  • 06/08/1840 a 15/07/1841 - Rafael Tobias de Aguiar (PR)
  • 15/07/1841 a 13/01/1842 - Miguel de Souza Mello e Alvim (PR)
  • 13/01/1842 a 20/01/1842 - Vicente Pires da Motta (VP)
  • 20/01/1842 a 17/08/1842 - José da Costa Carvalho (PR)
  • 17/08/1842 a 27/01/1843 - José Carlos Pereira de Almeida Torres (PR)
  • 27/01/1843 a 25/11/1843 - Joaquim José Luiz de Souza (PR)
  • 25/11/1843 a 22/04/1844 - Manoel Felizardo de Souza e Mello (PR)
  • 22/04/1844 a 01/06/1844 - Joaquim José de Moraes e Abreu (VP)
  • 01/06/1844 a 05/11/1847 - Manoel da Fonseca Lima e Silva (PR)
  • 05/11/1847 a 16/05/1848 - Bernardo José Pinto Gavião Peixoto (VP)
  • 16/05/1848 a 23/05/1848 - Joaquim Floriano de Toledo (VP)
  • 23/05/1848 a 16/10/1848 - Domiciano Leite Ribeiro (PR)
  • 16/10/1848 a 27/08/1851 - Vicente Pires da Motta (PR)
  • 27/08/1851 a 19/05/1852 - José Thomaz Nabuco de Araujo (PR)
  • 19/05/1852 a 13/09/1852 - Hyppolito José Soares de Souza (VP)
  • 13/09/1852 a 30/09/1852 - José Manoel da Silva (VP)
  • 30/09/1852 a 17/12/1852 - Joaquim Octavio Nebias (PR)
  • 17/12/1852 a 04/01/1853 - Carlos Carneiro de Campos (VP)
  • 04/01/1853 a 26/06/1854 - Josino do Nascimento Silva (PR)
  • 26/06/1854 a 16/05/1855 - José Antonio Saraiva (PR)
  • 16/05/1855 a 29/04/1856 - Antonio Roberto de Almeida (VP)
  • 29/04/1856 a 22/01/1857 - Francisco Diogo Pereira de Vasconcellos (PR)
  • 22/01/1857 a 27/09/1857 - Antonio Roberto de Almeida (VP)
  • 27/09/1857 a 17/04/1860 - José Joaquim Fernandes Torres (PR)
  • No período de 06/06/1859 a 30/06/1859, Hyppolito José Soares de Souza (VP) assumiu interinamente o cargo

    No período de 30/06/1859 a 26/09/1859, Manoel Joaquim do Amaral Gurgel (VP) assumiu interinamente o cargo

  • 17/04/1860 a 22/10/1860 - Polycarpo Lopes de Leão (PR)
  • 22/10/1860 a 17/11/1860 - Manoel Joaquim do Amaral Gurgel (VP)
  • 17/11/1860 a 14/05/1861 - Antonio José Henriques (PR)
  • 14/05/1861 a 08/06/1861 - Manoel Joaquim do Amaral Gurgel (VP)
  • 08/06/1861 a 24/09/1862 - João Jacyntho de Mendonça (PR)
  • 24/09/1862 a 16/10/1862 - Manoel Joaquim do Amaral Gurgel (VP)
  • 16/10/1862 a 03/02/1864 - Vicente Pires da Motta (PR)
  • 03/02/1864 a 08/03/1864 - Manoel Joaquim do Amaral Gurgel (VP)
  • 08/03/1864 a 24/10/1864 - Francisco Ignacio Marcondes Homem de Mello (PR)
  • 24/10/1864 a 07/11/1864 - Joaquim Floriano de Toledo (VP)
  • 07/11/1864 a 18/07/1865 - João Crispiniano Soares (PR)
  • 18/07/1865 a 03/08/1865 - Joaquim Floriano de Toledo (VP)
  • 03/08/1865 a 03/03/1866 - João da Silva Carrão (PR)
  • 03/03/1866 a 08/11/1866 - Joaquim Floriano de Toledo (VP)
  • 08/11/1866 a 12/10/1867 - José Tavares Bastos (PR)
  • 12/10/1867 a 24/10/1867 - Joaquim Floriano de Toledo (VP)
  • 24/10/1867 a 24/04/1868 - Joaquim Saldanha Marinho (PR)
  • 24/04/1868 a 29/07/1868 - Joaquim Floriano de Toledo (VP)
  • 29/07/1868 a 10/08/1868 - José Manoel da Silva (VP)
  • 10/08/1868 a 26/08/1868 - José Elias Pacheco Jordão (VP)
  • 26/08/1868 a 25/04/1869 - Candido Borges Monteiro (PR)
  • 25/04/1869 a 01/05/1869 - Antonio Joaquim da Rosa (VP)
  • 01/05/1869 a 19/05/1869 - José Elias Pacheco Jordão (VP)
  • 19/05/1869 a 30/07/1869 - Vicente Pires da Motta (VP)
  • 30/07/1869 a 28/10/1870 - Antonio Candido da Rocha (PR)
  • 28/10/1870 a 05/11/1870 - Vicente Pires da Motta (VP)
  • 05/11/1870 a 13/04/1871 - Antonio da Costa Pinto e Silva (PR)
  • 13/04/1871 a 29/04/1871 - Vicente Pires da Mota (VP)
  • 29/04/1871 a 30/05/1871 - José Manoel da Silva (VP)
  • 30/05/1871 a 19/06/1872 - José Fernandes da Costa Pereira Júnior (PR)
  • 19/06/1872 a 21/12/1872 - Francisco Xavier Pinto Lima (PR)
  • 21/12/1872 a 30/05/1875 - João Theodoro Xavier de Mattos (PR)
  • 30/05/1875 a 09/06/1875 - Joaquim Manoel Gonçalves de Andrade (VP)
  • 09/06/1875 a 18/01/1878 - Sebastião José Pereira (PR)
  • 18/01/1878 a 31/01/1878 - Joaquim Manoel Gonçalves de Andrade (VP)
  • 31/01/1878 a 05/02/1878 - Antonio Aguiar de Barros (VP)
  • 05/02/1878 a 07/12/1878 - João Baptista Pereira (PR)
  • 07/12/1878 a 12/02/1879 - Joaquim Egydio de Souza Aranha (VP)
  • 12/02/1879 a 04/03/1881 - Laurindo Abelardo de Brito (PR)
  • 04/03/1881 a 07/04/1881 - Joaquim Egydio de Souza Aranha (VP)
  • 07/04/1881 a 05/11/1881 - Florencio Carlos de Abreu e Silva (PR)
  • 05/11/1881 a 07/01/1882 - Joaquim Egydio de Souza Aranha (VP)
  • 07/01/1882 a 10/04/1882 - Manoel Marcondes de Moura e Costa (VP)
  • 10/04/1882 a 04/04/1883 - Francisco de Carvalho Soares Brandão (PR)
  • 04/04/1883 a 18/08/1883 - Antonio Aguiar de Barros (VP)
  • 18/08/1883 a 29/03/1884 - Domingos Antonio Raiol (PR)
  • 29/03/1884 a 04/09/1884 - Luiz Carlos de Assumpção (VP)
  • 04/09/1884 a 18/05/1885 - José Luiz de Almeida Couto (PR)
  • 18/05/1885 a 02/09/1885 - Francisco Antonio de Souza Queiroz Filho (VP)
  • 02/09/1885 a 19/10/1885 - Elias Antonio Pacheco e Chaves (VP)
  • 19/10/1885 a 26/04/1886 - João Alfredo Corrêa de Oliveira (PR)
  • 26/04/1886 a 16/07/1886 - Antonio de Queiroz Telles (VP)
  • 16/07/1886 a 26/07/1886 - Elias Antonio Pacheco e Chaves (VP)
  • 26/07/1886 a 19/11/1887 - Antonio de Queiroz Telles (PR)
  • No período de 28/06/1887 a 05/07/1887, Elias Antonio Pacheco e Chaves (VP) assumiu interinamente o cargo

    No período de 04/09/1887 a 11/10/1887, Francisco Antonio Dutra Rodrigues (VP) assumiu interinamente o cargo

  • 19/11/1887 a 27/04/1888 - Francisco de Paula Rodrigues Alves (PR)
  • 27/04/1888 a 23/06/1888 - Francisco Antonio Dutra Rodrigues (VP)
  • 23/06/1888 a 11/04/1889 - Pedro Vicente de Azevedo (PR)
  • 11/04/1889 a 10/06/1889 - Dr. Antonio Pinheiro de Ulhôa Cintra (PR)
  • 10/06/1889 a 16/11/1889 - José Vieira Couto de Magalhães (PR)
  • No período de 21/06/1889 e 22/06/1889, Francisco Antonio de Souza Queiroz Filho (VP) assumiu interinamente o cargo

    No período de 22/06/1889 a 03/08/1889, Luiz Carlos de Assumpção (VP) assumiu interinamente o cargo

GOVERNO PROVISÓRIO: República Velha (1889)

A Proclamação da República exigiu a reorganização do poder e da estrutura governamental, de modo a adequá-los à nova realidade.

De 15 de novembro de 1889 a 24 de fevereiro de 1891, data da promulgação da primeira constituição republicana, o país foi conduzido por um governo provisório liderado por Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente brasileiro. Como era ainda uma época muito conturbada e com medo de uma reviravolta monárquica, escolheu-se um militar para exercer a liderança política da recém-criada república.

Deodoro da Fonseca elegeu Prudente de Morais como chefe da junta governativa que administrou São Paulo nos primeiros meses da República Velha.

  • Triunvirato: 16/11/1889 a 14/12/1889 - Prudente José de Moraes Barros, Francisco Rangel Pestana e Joaquim de Souza Mursa

GOVERNADORES E PRESIDENTES DE ESTADO (de 1889 a 1930)

Prudente de Morais foi primeiro o governador de São Paulo, ficando no cargo no período de 14 de dezembro de 1889 a 18 de outubro de 1890. Depois vieram os governadores Jorge Tibiriçá e Américo Brasiliense que ficaram no poder por apenas alguns meses. Isso porque, com a Constituição de 1891, o nosso país ficou dividido em vinte estados (antigas províncias) e um distrito federal (ex-município neutro). A partir daquele momento, cada estado era governado por um "presidente".

Governadores Nomeados

  • 14/12/1889 a 18/10/1890 - Prudente José de Moraes Barros
  • Francisco Glycério de Cerqueira Leite foi nomeado o 1º Vice-Governador e Luis Pereira Barretto o 2º Vice-Governador, segundo o Decreto do Chefe do Governo Provisório de 31/12/1889. A posse ocorreu em 22/01/1890.

  • 18/10/1890 a 07/03/1891 - Jorge Tibiriçá Piratininga
  • 07/03/1891 a 11/06/1891 - Américo Braziliense de Almeida Mello

Presidentes de Estado

  • 11/06/1891 a 15/12/1891 - Américo Braziliense de Almeida Mello (Presidente eleito pelo Congresso Constituinte)
  • No período de 13/06/1891 a 16/07/1891, o vice-preisdente José Alves de Cerqueira Cezar assumiu o cargo interinamente.

  • 15/12/1891 - Sérgio Tertuliano Castello Branco (Presidente Interino)
  • 15/12/1891 a 23/08/1892 - José Alves de Cerqueira Cezar (Vice-presidente)
  • 23/08/1892 a 15/04/1896 - Bernardino José de Campos Júnior (Presidente eleito)
  • No período de 21/09/1892 a 26/09/1892, o presidente do Senado Estadual, Ezequiel de Paula Ramos, assumiu interinamente.

    José Alves de Cerqueira Cezar foi vice-presidente eleito em 15/10/1892. A posse ocorreu em 31/12/1892.

  • 15/04/1896 a 01/05/1896 - Francisco de Assis Peixoto Gomide (Presidente do Senado Estadual - interino)
  • 01/05/1896 a 31/10/1897 - Manoel Ferraz de Campos Salles (Presidente eleito)
  • No período de 31/05/1897 a 04/06/1897, o vice-presidente Francisco de Assis Peixoto Gomide assumiu o cargo interinamente.

  • 31/10/1897 a 10/11/1898 - Francisco de Assis Peixoto Gomide (Vice-presidente)
  • 10/11/1898 a 01/05/1900 - Fernando Prestes de Albuquerque (Presidente eleito)
  • 01/05/1900 a 13/02/1902 - Francisco de Paula Rodrigues Alves (Presidente eleito)
  • No período de 21/10/1901 a 28/10/1901, o vice-preisdente Domingos Corrêa de Moraes assumiu o cargo interinamente.

  • 13/02/1902 a 03/07/1902 - Domingos Corrêa de Moraes (Vice-presidente)
  • 03/07/1902 a 01/05/1904 - Bernardino José de Campos Júnior (Presidente eleito)
  • Nos períodos de 04/05/1903 a 08/07/1903 e 10/01/1904 a 31/03/1904, o vice-preisdente Domingos Corrêa de Moraes assumiu o cargo interinamente.

  • 01/05/1904 a 01/05/1908 - Jorge Tibiriçá Piratininga (Presidente eleito) e João Baptista de Mello Oliveira (Vice-presidente)
  • 01/05/1908 a 01/05/1912 - Manoel Joaquim de Albuquerque Lins (Presidente eleito)
  • No período de 05/02/1910 a 05/08/1910, o vice-preisdente Fernando Prestes de Albuquerque assumiu o cargo interinamente.

  • 01/05/1912 a 01/05/1916 - Francisco de Paula Rodrigues Alves (Presidente eleito)
  • No período de 11/10/1913 a 04/01/1915, o vice-preisdente Carlos Augusto Pereira Guimarães assumiu o cargo interinamente.

  • 01/05/1916 a 01/05/1920 - Altino Arantes Marques (Presidente eleito) e Antonio Candido Rodrigues (Vice-presidente)
  • 01/05/1920 a 01/05/1924 - Washington Luis Pereira de Souza (Presidente eleito)
  • Virgilio Rodrigues Alves foi vice-presidente até 21/09/1922 quando faleceu no exercício do cargo. Fernando Prestes de Albuquerque se tornou vice-presidente eleito em 29/10/1922 (sua posse foi em 05/12/1922).

  • 01/05/1924 a 27/04/1927 - Carlos de Campos (Presidente eleito), mas faleceu no exercício do cargo em 27/04/1927
  • 27/04/1927 a 14/07/1927 - Antonio Dino da Costa Bueno (Presidente do Senado Estadual)
  • Em 11/07/1927, o vice-presidente Fernando Prestes de Albuquerque renunciou.

  • 14/07/1927 a 24/10/1930 - Júlio Prestes de Albuquerque (Presidente eleito)
  • O vice-presidente Heitor Teixeira Penteado foi eleito em 14/08/1927 e tomou posse em 26/09/1927. Nos períodos de 20/02/1930 a 17/03/1930 e 21/05/1930 a 24/10/1930, assumiu o cargo de presidente do estado interinamente.

INTERVENTORES E GOVERNADORES (de 1930 até o momento)

Anos depois, com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, devido a sua vitória na Revolução de 1930 (também conhecida como "Revolução de Outubro", e que tinha como objetivo derrubar Washington Luís), formou-se, de início, um Governo Provisório, que acarretou na suspensão da Constituição de 1891.

A forma de governar passa a ser através de decretos-leis (atos do Executivo com força de lei), já que todos os órgãos legislativos haviam sido dissolvidos. Nesse período, foram nomeados interventores para os Estados.

Em 16 de julho de 1934 foi promulgada uma nova Constituição. De acordo com ela, seriam eleitos Governadores e representantes dos Estados no Senado Federal, pelas Assembleias Constituintes dos Estados. Para tanto, após 90 dias da promulgação desta Constituição, seriam realizadas eleições dos membros da Câmara dos Deputados e dessas Assembleias Constituintes.

Mesmo assim, o Governo poderia realizar intervenções nos Estados e nomear um Interventor Federal.

Na prática, São Paulo teve interventores até 1947, havendo de forma intercalada mandatos de Governadores eleitos.

De 1947 até o momento, tivemos somente governadores.

Chefes de Governo Provisório

  • 24/10/1930 a 28/10/1930 - Hastimphilo de Moura (Comandante da Região Militar)
  • 28/10/1930 a 04/11/1930 - José Maria Whitaker
  • 04/11/1930 a 25/11/1930 - Plínio Barreto

Interventores Federais

  • 25/11/1930 a 25/07/1931 - João Alberto Lins de Barros
  • 25/07/1931 a 13/11/1931 - Laudo Ferreira de Camargo
  • 13/11/1931 a 07/03/1932 - Manoel Rabello (interino)
  • 07/03/1932 a 10/07/1932 - Pedro Manoel de Toledo
  • No período de 25/04/1932 a 02/05/1932, José da Silva Gordo foi o substituto do interventor titular.

  • 10/07/1932 a 02/10/1932 - Pedro Manoel de Toledo (Governador aclamado)
  • 02/10/1932 a 06/10/1932 - Herculano de Carvalho e Silva (Delegado militar)
  • 06/10/1932 a 27/07/1933 - Waldomiro Castilho de Lima (Governador militar e interventor)
  • 27/07/1933 a 21/08/1933 - Manuel de Cerqueira Daltro Filho (interino)
  • 21/08/1933 a 11/04/1935 - Armando de Salles Oliveira
  • No período de 22/09/1934 a 24/10/1934, Márcio Pereira Munhós foi o substituto do interventor titular.

  • 11/04/1935 a 29/12/1936 - Armando de Salles Oliveira (Governador Eleito pela Assembleia Constituinte)
  • 29/12/1936 a 05/01/1937 - Henrique Smith Bayma (Presidente da Assembleia Legislativa)
  • 05/01/1937 a 10/11/1937 - José Joaquim Cardozo de Mello Neto (Governador Eleito pela Assembleia Legislativa)
  • 11/11/1937 a 25/04/1938 - José Joaquim Cardozo de Mello Neto
  • 25/04/1938 a 27/04/1938 - Francisco José da Silva Júnior (Comandante da Região Militar)
  • 27/04/1938 a 04/06/1941 - Adhemar Pereira de Barros
  • No período de 10/11/1939 a 26/11/1939, José de Moura Rezende foi o substituto do interventor titular.

  • 04/06/1941 a 27/10/1945 - Fernando de Souza Costa
  • 27/10/1945 a 07/11/1945 - Sebastião Nogueira de Lima
  • 07/11/1945 a 14/03/1947 - José Carlos de Macedo Soares

Governadores

Siglas utilizadas: (G) Governador, (GE) Governador Eleito, (GEAL) Governador Eleito pela Assembleia Legislativa, (GECE) Governador Eleito pelo Código Eleitoral, (PAL) Presidente da Assembleia Legislativa, (PTJ) Presidente do Tribunal de Justiça, (VG) Vice-governador.

Observação: os substitutos dos governadores titulares, que responderam pelo cargo de seus efetivos eventualmente, estão com as datas entre parênteses.

  • 14/03/1947 a 31/01/1951 - Adhemar Pereira de Barros (GE)
  • O vice-governador de Adhemar Pereira de Barros foi Luiz Gonzaga Novelli Júnior, eleito em 09/11/1947 e empossado em 28/11/1947.

  • 31/01/1951 a 31/01/1955 - Lucas Nogueira Garcez e Erlindo Salzano (VG)
  • 31/01/1955 a 31/01/1959 - Jânio da Silva Quadros (GE)
  • (26/07/1955 a 24/08/1955) - José Porphyrio da Paz (VG)
  • (09/05/1956 a 02/07/1956) - José Porphyrio da Paz (VG)
  • (07/07/1957 a 03/09/1957) - José Porphyrio da Paz (VG)
  • 31/01/1959 a 31/01/1963 - Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto (GE)
  • (27/07/1962 a 03/08/1962) - José Porphyrio da Paz (VG)
  • (07/08/1962 a 05/10/1962) - Joaquim de Sylos Cintra (PTJ)
  • 31/01/1963 a 06/06/1966 - Adhemar Pereira de Barros (GE) e Laudo Natel (VG)
  • 06/06/1966 a 31/01/1967 - Laudo Natel (G)
  • 31/01/1967 a 15/03/1971 - Roberto Costa de Abreu Sodré (GEAL)
  • (01/11/1967 a 09/11/1967) - Hilário Torloni (VG)
  • (30/05/1969 a 14/06/1969) - Hilário Torloni (VG)
  • (21/09/1970 a 05/10/1970) - Cantidiano Garcia de Almeida (PTJ)
  • 15/03/1971 a 15/03/1975 - Laudo Natel (GEAL) e Antonio José Rodrigues Filho (VG)
  • 15/03/1975 a 15/03/1979 - Paulo Egydio Martins (GEAL)
  • (28/10/1977 a 06/11/1977) - Manoel Gonçalves Ferreira Filho (VG)
  • 15/03/1979 a 14/05/1982 - Paulo Salim Maluf (GECE)
  • (05/07/1979 a 08/07/1979) - José Maria Marin (VG)
  • (02/01/1980 a 29/01/1980) - José Maria Marin (VG)
  • (12/07/1980 a 18/07/1980) - José Maria Marin (VG)
  • (04/11/1981 a 05/12/1981) - José Maria Marin (VG)
  • (02/04/1982 a 14/04/1982) - José Maria Marin (VG)
  • 14/05/1982 a 15/03/1983 - José Maria Marin (G)
  • 15/03/1983 a 15/03/1987 - André Franco Montoro (GE)
  • (09/12/1983 a 13/12/1983) - Orestes Quércia (VG)
  • (01/03/1985 e 02/03/1985) - Néfi Tales (PAL)
  • (03/03/1985 a 06/03/1985) - Orestes Quércia (VG)
  • (08/03/1986 a 13/03/1986) - Orestes Quércia (VG)
  • (11/12/1986 a 16/12/1986) - Luiz Carlos Santos (PAL)
  • 15/03/1987 a 15/03/1991 - Orestes Quércia (GE)
  • (05/12/1987 a 22/12/1987) - Almino Monteiro Alvares Affonso (VG)
  • (12/05/1989 a 16/05/1989) - Almino Monteiro Alvares Affonso (VG)
  • (13/01/1990 a 16/01/1990) - Almino Monteiro Alvares Affonso (VG)
  • (16/02/1990 e 17/02/1990) - Almino Monteiro Alvares Affonso (VG)
  • Almino Affonso renunciou em 18/06/1990.

  • (07/02/1991 a 17/02/1991) - Tonico Ramos (PAL)
  • 15/03/1991 a 01/01/1995 - Luiz Antonio Fleury Filho (GE)
  • (02/10/1991 a 07/10/1991) - Aloysio Nunes Ferreira Filho (VG)
  • (08/05/1992 a 18/05/1992) - Carlos Apolinário (PAL)
  • (19/11/1992 a 01/12/1992) - Aloysio Nunes Ferreira Filho (VG)
  • (16/12/1992 a 21/12/1992) - Aloysio Nunes Ferreira Filho (VG)
  • (24/04/1993 a 06/05/1993) - Aloysio Nunes Ferreira Filho (VG)
  • (08/10/1993 a 18/10/1993) - Aloysio Nunes Ferreira Filho (VG)
  • (09/11/1993 e 10/11/1993) - Aloysio Nunes Ferreira Filho (VG)
  • (21/01/1994 a 31/01/1994) - Aloysio Nunes Ferreira Filho (VG)
  • (10/09/1994 a 14/09/1994) - Alberto Weiss de Andrade (PTJ)
  • (12/12/1994 e 13/12/1994) - Vitor Sapienza (PAL)
  • 01/01/1995 a 31/12/1999 - Mário Covas Júnior (GE)
  • (06/07/1998 a 30/10/1998) - Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (VG)
  • (31/10/1998 a 10/11/1998) - Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (VG)
  • (01/01/1999 a 10/01/1999) - Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (VG)
  • 10/01/1999 a 06/03/2001 - Mário Covas Júnior (GE)
  • Mário Covas Júnior foi reeleito em 25/10/1998. Faleceu no exercício do cargo, em 6/3/2001.

  • (22/01/2001 a 06/03/2001) - Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (VG)
  • 06/03/2001 a 01/01/2003 - Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (G)
  • 01/01/2003 a 31/03/2006 - Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (GE)
  • 31/03/2006 a 01/01/2007 - Cláudio Salvador Lembo (VG)
  • Cláudio Salvador Lembo assumiu o posto de governador em decorrência da renúncia de Geraldo Alckmin para disputa das eleições em 2006.

  • 01/01/2007 a 02/04/2010 - José Serra (GE)
  • 02/04/2010 a 01/01/2011 - Alberto Goldman (VG)
  • Alberto Goldman assumiu o posto de governador em decorrência da renúncia de José Serra para disputa das eleições em 2010.

  • 01/01/2011 a 31/12/2014 - Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (GE)
  • 01/01/2015 a 06/04/2018 - Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (GE)
  • 06/04/2018 (atual) - Márcio França (VG)
  • Márcio França assumiu o posto de governador em decorrência da renúncia de Geraldo Alckmin para disputa das eleições presidenciais em 2018.

Última atualização: abril de 2018

BIBLIOTECA VIRTUAL DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Em atendimento à legislação eleitoral (Lei Federal nº 9.504, de 30 de setembro de 1997), os conteúdos desse site ficarão indisponíveis até o final da eleição estadual em São Paulo.

Fale Conosco