Reciclagem: lixo eletrônico

As pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes são consideradas resíduos perigosos, pois liberam elementos tóxicos que podem prejudicar o meio ambiente e a saúde das pessoas. Por essa razão, esse material não pode ser descartado no lixo comum, pois exige um cuidado maior para evitar qualquer tipo de problema com contaminações e acidentes.

No Brasil, o descarte de pilhas e baterias é regulamentado pela Resolução CONAMA 401/2008. Essa norma estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio (substâncias prejudiciais à saúde) para pilhas e baterias comercializadas em todo o território nacional, além de critérios e padrões para o seu gerenciamento de maneira adequada.

Há também a Lei Federal nº 12.305/2010, cujo texto instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que trata sobre alguns aspectos relativos ao destino de materiais inservíveis. Entre outras coisas, essa lei obriga a implementação de sistemas de logística reversa (após o uso, os produtos são devolvidos e recolhidos para tratamento adequado) por parte das fabricantes de produtos eletrônicos, pilhas e baterias.

Logística reversa no estado de São Paulo

Os sistemas de logística reversa são parte fundamental da estratégia do Governo do Estado de São Paulo para aperfeiçoar a gestão de resíduos em seu território. No site da CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo você encontra toda a legislação e outras informações relevantes sobre esse assunto.

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Lixo eletrônico no mundo

Com o avanço da tecnologia, houve um aumento considerável no consumo de equipamentos eletrônicos. Apesar de possibilitar ganho de produtividade e um maior acesso ao entretenimento e comunicação, o efeito negativo dessa evolução é o aumento significativo do lixo eletrônico - o que se deve muito à aceleração da vida útil dos aparelhos tecnológicos que ganham atualizações e novas funcionalidades em espaços de tempo cada vez mais curtos.

De acordo com um estudo da United Nations University em parceira com a International Telecommunication Union, o mundo produziu cerca de 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico.

Em 2021, a expectativa é atingir a marca de 52,2 milhões de toneladas de lixo eletrônico produzido por ano no mundo todo.

No Brasil, estima-se que a produção anual de lixo eletrônico seja de 1,5 milhão de toneladas. Isso significa cerca de 7,4 kg produzidos por cada habitante.

Diante desses números alarmantes, fica claro a necessidade de cada vez mais se preocupar com a destinação correta do lixo eletrônico e fomentar a cultura do reuso e da reciclagem de materiais.

Pilhas e baterias

Como manter pilhas e baterias com segurança

Evite misturar pilhas de tipos diferentes ou pilhas novas com pilhas usadas. É importante também não transportá-las ou armazená-las soltas (elas podem sofrer choques e batidas). Isso aumenta o risco de vazamento.

Nunca inverta as polaridades (+) e (-) ao usá-las. Se o aparelho não for utilizado por muito tempo, retire-as para evitar possíveis danos em caso de vazamento.

Jamais tente remover o invólucro da pilha.

Pilhas e baterias piratas

Elas podem ser mais baratas, mas duram menos e podem conter muito mais mercúrio do que aquelas vendidas legalmente. Além disso, corre-se o risco de danificar os aparelhos eletrônicos pela qualidade duvidosa do processo de fabricação e pela alta ocorrência de vazamento.

Pelos motivos apresentados, evite o uso dessas pilhas e baterias.

O que fazer em caso de vazamento?

Evite o contato com o líquido da pilha ou bateria em caso de vazamento. Caso ocorra o contato, procure lavar a parte do corpo afetado com bastante água. Em caso de irritação da pele, procure um médico.

Locais para descarte de pilhas e baterias

Caso não realize o descarte imediato dos materiais, armazene as pilhas e baterias numa embalagem de plástico resistente para evitar o contato com a umidade. Com isso, você diminui o risco de vazamentos.

Atualmente, é fácil encontrar locais que coletam esse tipo de material. Supermercados, shopping centers, lojas de material de construção, farmácias, postos de assistência técnica, lojas de eletrônicos e celulares, lojas de informática e outros estabelecimentos comerciais possuem recipientes próprios que você pode utilizar para depositar o seu lixo eletrônico.

Você também pode encontrar locais para fazer o descarte de suas pilhas e baterias nos sites eCycle, Descarte Green e Greenk.

Uma vez coletado, esse material é repassado aos seus respectivos fabricantes ou importadores para o descarte correto do material tóxico ou para ser reaproveitado na fabricação de novos produtos.

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Lâmpadas

O que fazer com as lâmpadas usadas?

Isso depende do tipo da lâmpada.

As lâmpadas incandescentes não oferecem grandes impactos ambientais. Elas podem ser descartadas no lixo comum ou separadas para a reciclagem - afinal, elas são feitas, basicamente, de vidro e metal que são materiais reutilizáveis.

Caso você tenha gosto pelo artesanato e gosta de reaproveitar materiais em casa, saiba que há soluções criativas para as lâmpadas incandescentes queimadas (algumas dicas do que fazer você encontra nos vídeos indicados no fim desse artigo).

Por outro lado, as lâmpadas fluorescentes e mistas são classificadas como resíduos perigosos. Elas contêm metais pesados em sua composição - em especial, o mercúrio.

Quando se rompe, a lâmpada fluorescente pode liberar vapores de mercúrio que podem se acumular no organismo, uma vez que não é possível eliminar esse material. Se forem descartadas em locais inapropriados, essas lâmpadas podem contaminar seres vivos, mananciais, o solo e a água de rios que pode ser usada para o consumo humano ou na agricultura.

Portanto, tenha muito cuidado com esse material. Deposite as lâmpadas em coletores específicos ou leve-as para as empresas credenciadas que realizam o tratamento desse tipo de resíduo.

Lâmpadas incandescentes

De acordo com a Agência Brasil, a troca das lâmpadas incandescentes no Brasil começou em 2012, com a proibição da venda de lâmpadas com mais de 150W. Em 2013, houve a eliminação das lâmpadas de potência entre 60W e 100W. Em 2014, foi a vez das lâmpadas de 40W a 60W. Este ano, começou a ser proibida também a produção e importação de lâmpadas incandescentes de 25 W a 40 W, cuja fiscalização ocorrerá em 2017.

Essa medida visa atender a regulamentação da Portaria Interministerial nº 1.007/2010, fazendo com que os consumidores utilizem lâmpadas com o mesmo desempenho luminotécnico, como as eletrônicas e de LED, porém mais econômicas sob o ponto de vista de consumo energético.

Lâmpadas de LED

Embora o preço de uma lâmpada de LED possa ser um pouco maior que outros tipos de tecnologia, ela apresenta diversas vantagens.

Seu consumo energético é bem inferior, porém ela consegue produzir a mesma luminosidade que uma lâmpada tradicional. É um produto com grande durabilidade com vida útil bastante superior às demais tecnologias - alguns modelos podem ser usados por cerca de 50 mil horas sem precisar descartá-la.

O meio ambiente também se beneficia com as lâmpadas LED. De acordo com um artigo da eCycle, 98% dos componentes desse tipo de lâmpada podem ser reciclados. Além disso, elas não utilizam nenhum tipo de metal pesado (como o mercúrio das lâmpadas fluorescentes) e não eliminam resíduos que podem contaminar o solo e a água.

Processo de reciclagem

Em geral, as lâmpadas são recicladas por meio de um sistema de vácuo associado a altas temperaturas. O material é depositado num equipamento que é capaz de separar o mercúrio de outros elementos, como cobre, pó fosfórico, vidro e alumínio, possibilitando a reciclagem desses materiais pela indústria.

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Aparelhos eletrônicos e celulares

Todas as operadoras de telefonia no Brasil possuem programas de coleta e reciclagem de celulares, smartphones, baterias e acessórios usados.

Para saber mais sobre os procedimentos para entregar os seus equipamentos e acessórios para a reciclagem, fale com a sua operadora ou acesse os links indicados abaixo:

No caso de computadores, tablets, televisores, aparelhos de som, fornos de micro-ondas, eletroportáteis, eletrodomésticos e outros aparelhos em bom estado de conservação e funcionamento, há a opção de destiná-los para a reutilização por entidades sociais.

Para fazer uma doação para uma entidade no estado de São Paulo, acesse a nossa página com orientações sobre como fazer isso.

Caso possua equipamentos eletrônicos inservíveis, jamais faça o descarte junto com o lixo comum. Esses aparelhos podem conter peças e materiais prejudiciais ao meio ambiente uma vez que são descartados em aterros sanitários.

Sempre que possível, destine-os para a reciclagem ou faça a devolução dos itens aos fabricantes. Muitas empresas desenvolvem programas que incentivam a prática da logística reversa, recebendo de volta os equipamentos inservíveis.

Para mais informações, entre em contato com as fabricantes por meio dos links indicados abaixo:

Onde descartar

Caso tenha interesse em descartar algum equipamento eletrônico, faça uma pesquisa nos sites eCycle e CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem.

Vídeos sobre reaproveitamento de lixo eletrônico

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Última atualização: maio de 2018

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