Animais domésticos: dicas de posse responsável

É muito difícil mensurar a quantidade de animais (em geral, cães e gatos) abandonados nas grandes cidades. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que em grandes centros urbanos, há um cão - por exemplo - para cada cinco habitantes. Infelizmente, estima-se que 10% desses animais estão em estado de abandono. Em cidades como São Paulo, calcula-se que o abandono atinja a casa dos milhões de cães e gatos.

Por isso, ter consciência da nossa responsabilidade pelo bem-estar dos animais, considerados de estimação, reflete na diminuição do abandono. Além disso, é importante lembrar que, quando são abandonados, os animais estão mais sujeitos às doenças, à violência e maus-tratos e à possibilidade de contribuir para uma superpopulação, tendo em vista de que muitos deles não são esterilizados.

O convívio saudável com os animais domésticos de estimação não deveria ocorrer por impulso ou induzido pelo consumismo ou modismo. Para que não ocorram arrependimentos ou sofrimentos desnecessários para ambos os lados, recomenda-se refletir sobre todos os aspectos dessa futura convivência.

Para lhe orientar na decisão de ter, ou não, um animal de estimação, considere os seguintes aspectos:

  • Antes de adquirir um animal, considere que seu tempo médio de vida - muitos podem viver por mais de 10 anos. Por isso, é importante que todos os membros da família concordem com a decisão.
  • Animais geram custos com alimentação, saúde e bem-estar. Verifique se o orçamento familiar permite esses gastos extras.
  • Nas férias e feriados prolongados, alguém da casa pode cuidar do animal?
  • Antes de comprar por impulso, dê preferência aos muitos animais de abrigos públicos e privados que precisam de uma família. Verifique se estão vacinados e castrados.
  • Informe-se sobre as características e necessidades da espécie escolhida como tamanho, personalidade e espaço físico necessário para que o animal viva com conforto.
  • Mantenha o seu animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. Para os cães, os passeios são fundamentais. Utilize uma coleira ou guia para conduzí-lo e deixe a tarefa para quem possa contê-lo (no caso de cães grandes ou fortes).
  • Zele pela saúde do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao veterinário. Dê banho, escove e exercite-o regularmente.
  • Animais demandam atenção. Faça carinho, brinque e interaja com ele.
  • Eduque o animal, se necessário, por meio de adestramento, mas respeite suas características.
  • Animais fazem sujeira. Destine um espaço na residência para isso. Recolha e jogue os dejetos em local apropriado.
  • Identifique o animal com plaqueta e registre-o no Centro de Controle de Zoonoses, ou órgão similar na sua cidade. Informe-se sobre a legislação do local. Se possível, recomenda-se uma identificação permanente (microchip ou tatuagem).
  • Evite as crias indesejadas de cães e gatos. Castre os machos e as fêmeas. A castração é a único método definitivo no controle da procriação e não tem contra-indicações.

Como fazer o registro do animal?

A necessidade de registro do animal é obrigatório em algumas localidades e deve ser feito no órgão responsável da Prefeitura na sua cidade.

Na cidade de São Paulo, a Lei Municipal nº 13.131/2001 estabelece o cadastro no Registro Geral Animal - RGA. Após fazer o registro no Centro de Controle de Zoonoses - CCZ ou num local credenciado, o animal recebe uma plaqueta com os seus dados. Para mais informações, ligue para o 156 ou acesse a página do CCZ .

Em outras cidades, consulte a prefeitura municipal sobre os procedimentos para fazer o registro.

Última atualização: setembro de 2015