Gibitecas

Nos EUA são conhecidos como “comics”. Na França, são “bandes dessinées”. Em Portugal, são “bandas desenhadas”. No Japão, são “mangás”. Na Itália, são “fumetti”.

Aqui no Brasil, podem ser gibis, revistas em quadrinhos, quadrinhos, histórias em quadrinhos ou, simplesmente, HQs. Não importa como sejam chamadas, as HQs apresentam uma estética inconfundível, reconhecida em todos os cantos do mundo, por pessoas de todas as idades.

Abaixo, você encontra uma lista de gibitecas públicas localizadas no estado de São Paulo.

Biblioteca e Gibiteca Municipal Professor Max Zendron
  • Rua Rio Grande do Sul, 234 - Vila Boa Vista - Barueri
  • Telefone: (11) 4198-0229
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  • Localizado próximo ao Teatro Municipal, o local conta com um acervo de mais de 30 mil exemplares.

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Biblioteca e Gibiteca Sesi
  • Rua Carlos Weber, 835 - Vila Leopoldina - São Paulo
  • Telefones: (11) 3834-5523 e 3832-1066 ramal 1180
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  • Com a curadoria do professor Álvaro de Moya, um dos maiores especialistas mundiais em histórias em quadrinhos, a Gibiteca do Sesi incorpora em seu acervo desde as publicações mais populares, como os heróis da Marvel e da DC Comics, passando por Will Eisner, Neil Gaiman e Frank Miller, até títulos raros, como as coleções da Ebal dos anos 1950, quadrinhos de Alan Moore, edições italianas de Tex e Dylan Dog, entre outros.

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Gibiteca Aucione Torres Agostinho
  • Avenida Nações Unidas, 8-9, Centro - Bauru
  • Telefone: (14) 3235-1312
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  • A Gibiteca de Bauru possui um acervo de cerca de 10 mil exemplares e abrange diversos gêneros: mangá, infantil, terror, faroeste, histórias de super-heróis e ficção científica.Possui sala de exposições e espaço para a realização de oficinas e cursos voltados para os fãs dos quadrinhos.

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Gibiteca da Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato
  • Rua General Jardim, 485 - Vila Buarque - São Paulo
  • Telefones: (11) 3256-4122 e 3256-4438
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  • A biblioteca localizada na região central da capital possui um espaço dedicado às histórias em quadrinhos. O acervo conta com, aproximadamente, 3.500 exemplares de álbuns, gibis, mangás e material de RPG.

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Gibiteca da Biblioteca de São Paulo
  • Avenida Cruzeiro do Sul, 2630 - Santana - São Paulo
  • Telefone: (11) 2089-0800
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  • A Biblioteca de São Paulo foi inaugurada em 8 de fevereiro de 2010 e possui um espaço dedicado às histórias em quadrinhos.

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Gibiteca de Franca
  • Avenida Champagnat, 1808 - Centro - Franca
  • Telefones: (16) 3711-9208, 3711-9209, 3711-9257 e 3711-9229
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  • A Gibiteca está localizada na Biblioteca Pública Municipal. Atualmente possui um acervo de 1.344 gibis na biblioteca central e 681 na sucursal.

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Gibiteca de Jundiaí
  • Rua Doutor Cavalcanti, 396 - Vila Arens - Jundiaí
  • Telefones: (11) 4527-2110 e 4526-3894
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  • A gibiteca integra o acervo da Biblioteca Pública Municipal Professor Nelson Foot.

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Gibiteca de Santo André
  • Praça IV Centenário, 1 - Centro - Santo André
  • Telefone: (11) 4433-0767
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  • Desde 2001, a Biblioteca Nair Lacerda possui um espaço reservado para a gibiteca aberto ao público em geral. O ambiente conta com um acervo de aproximadamente 15 mil exemplares entre gibis, livros, revistas, fanzines e jornais.

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Gibiteca do Guarujá
  • Rua Ceará, s/nº - Centro - Guarujá
  • Telefone: (11) 4433-0767
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  • A gibiteca municipal funciona num espaço da Biblioteca Municipal Geraldo Ferraz e possui mais de dois mil itens no acervo.

  • Site da gibiteca
Gibiteca e Mangateca de Guarulhos
  • Rua João Gonçalves, 439 - Centro - Guarulhos
  • Telefone: (11) 2087-6900
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  • Fundada em 2011, o espaço faz parte da Biblioteca Monteiro Lobato. Possui um grande acervo de obras nacionais e internacionais, com destaque para os HQs de origem norte-americana e o espaço dedicado aos mangás e gekigas.

  • Site da gibiteca
Gibiteca Henfil
  • Rua Vergueiro, 1000 (Centro Cultural Vergueiro) - Paraíso - São Paulo
  • Telefone: (11) 3397-4090
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  • Coleção com mais de 10 mil títulos entre álbuns de quadrinhos, gibis, periódicos e livros sobre HQ. Sua programação diversificada, envolvendo oficinas, palestras, exposições, exibição de filmes e jogos, atrai fãs e profissionais da área.

    O acervo contém álbuns, revistas e livros de HQ, de RPG, fanzines e recortes de periódicos, totalizando 10.446 títulos e 119.124 exemplares. Há publicações dos anos 50 e 60 das editoras Brasil América (EBAL), Adolfo Aizen, Rio Gráfica (RGE), Roberto Marinho, La Selva, Vecchi, Trieste/SP e outras. Este material está disponível apenas para pesquisa acadêmica.

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Gibiteca Municipal de Santa Isabel
  • Rua Nove de Julho, 148 – Boa Vista - Santa Isabel
  • Telefone: (11) 4657-4621
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  • A Gibiteca Maurício de Sousa atende os moradores da região de Santa Isabel.

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Gibiteca Municipal de São Vicente
  • Largo Tomé de Souza, s/nº – Boa Vista - São Vicente
  • Telefone: (13) 3467-6844
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  • Aberta ao público em março de 2012, a gibiteca funciona em uma estação elevatória da Sabesp. Permite consulta ao acervo no local ou empréstimo para quem deseja ler os quadrinhos em casa.

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Gibiteca Municipal Eugênio Colonnese
  • Rua Tasman, 301 - Jardim do Mar - São Bernardo do Campo
  • (sem telefone de contato)
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  • A Gibiteca de São Bernardo fica nas dependências da Cidade da Criança. Com mais de 25 mil exemplares catalogados no seu acervo, o espaço conta com exemplares raros, como Flintstones e Mickey Mouse, de 1958, e a "A Caixa da Bondade", de Maurício de Souza, do fim da década de 1960.

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Gibiteca Municipal Marcel Rodrigues Paes (Gibiteca de Santos)
  • Avenida Bartolomeu de Gusmão - Boqueirão - Santos
  • Telefone: (13) 3288-1300
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  • Fundada em 8 de dezembro de 1992, a gibiteca fica localizado na orla da praia próximo ao Posto 5. Conta com um acervo de mais de 20 mil exemplares.

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As histórias em quadrinhos no Brasil

A origem das HQs brasileiras veio da vertente humorística da imprensa (cartuns, charges e caricaturas) do século 19. Considera-se que um dos precursores dos quadrinhos e da charge política, no Brasil, seja o italiano Angelo Agostini. As personagens eram desenhadas de corpo inteiro e a narrativa era descrita em legendas. Alguns de suas personagens mais populares eram "Zé Caipora" e Nhô-Quin".

A primeira revista em quadrinhos brasileira foi O Tico Tico , lançada em 1905. Ela publicava histórias originais de autores brasileiros e estrangeiros, além de versões brazucas de personagens de fora. Em 1939, era publicada a revista O Gibi, cujo nome virou sinônimo de revista em quadrinhos no Brasil.

Por muito tempo os quadrinistas brasileiros sentiram resistência por parte dos editores, que davam preferência às histórias importadas. Uma alternativa para vencer tal resistência era partir para um trabalho independente como fez Carlos Zéfiro , que publicou - durante as décadas de 1950 a 1970, histórias eróticas conhecidas como “catecismos”. Aos poucos a resistência às histórias originais brasileiras foi sendo quebrada. Em 1960, por exemplo, foi lançada A Turma do Pererê, com texto e ilustrações de Ziraldo , também autor de O Menino Maluquinho. Nos anos 60 também surgiram diversos super-heróis brasileiros, mesmo que muito inspirados nos consagradados estrangeiros, como o Capitão 7 (mistura de Flash Gordon e Super-Homem).

Com o advento do regime militar no Brasil, os quadrinhos também sofreram uma onda de repressão semelhante ao que houve nos EUA, com a Comic Code. O humor foi um traço de resistência à ditadura e gerou um grande número de revistas importantes que passaram a representar o humorismo brasileiro. O pioneiro foi o Pasquim (1969 - 1991), grande crítico do regime militar. Ao longo do tempo, vimos o aparecimento de importantes cartunistas, muitos ligado à linha da crítica política e social, tais como Henfil, Jaguar, Luiz Gê, Paulo e Chico Caruso, Laerte, Glauco, Angeli, entre muitos outros.

No que se refere às HQs voltadas ao público infantil e juvenil brasileiras, não se pode deixar de dar destaque ao trabalho de Maurício de Souza , cujo repertório de histórias e personagens (encabeçadas pela Turma da Mônica) acabam entretendo e emocionando todas as faixas etárias. A primeira personagem foi o cãozinho Bidu, cuja primeira tira foi publicada em 1959. Aos poucos, o resto da turminha foi aparecendo e tornando-se um sucesso editorial e comercial, com centenas de produtos licenciados.

Última atualização: outubro de 2015