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Especial: COMO PESQUISAR NA INTERNET [08/2009]

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”Ah, hoje em dia é tudo muito fácil”, você poderá pensar. “É só colocar umas palavras no Google, entrar no primeiro site que ele encontrar, copiar, colar o texto e pronto! Nem precisa ler o que está escrito”.

Mas será que pesquisar, atualmente, é algo tão fácil e cômodo assim? Bem, não devemos pensar de maneira tão extrema e preconceituosa pois, antes da popularização da internet e dos computadores caseiros, os alunos, por exemplo, corriam para as enciclopédias, copiavam à mão ou à máquina de escrever os mesmos verbetes e ilustravam seus trabalhos com as mesmas figuras adesivas, adquiridas em papelarias. Os professores recebiam pilhas de trabalhos semelhantes, (muitas vezes diferenciadas pelos nomes dos alunos) e insistiam para que os alunos consultassem outras fontes e colocassem algum comentário, ou análise, mais pessoal no texto. Nada muito diferente do que vemos hoje, não?

É preciso dizer que, de modo geral, as crianças e adolescentes atualmente possuem um outro ritmo de atenção. Além da facilidade em lidar com as novidades da tecnologia, eles conseguem fazer diversas coisas ao mesmo tempo: conversar no MSN, participar de algum jogo on-line, escrever recados no Orkut, pesquisar algo que lhes interesse, ouvir música, etc. Se eles fazem tudo de forma superficial e não conseguem ler ou escrever textos longos? Isso também é relativo, pois muitas pesquisas comprovam que as novas gerações têm escrito e lido muito mais do que algumas gerações que as antecederam. A leitura dos conteúdos da internet e o hábito de escrever mensagens, comentários e blogs, por exemplo, fizeram com que todos pudessem se expressar mais e aprender de jeitos diferentes do convencional. Isso não é bom e nem mau, é apenas diferente. Os fenômenos recentes dos livros da série Harry Potter e Senhor dos Anéis comprovam que a leitura não deixou de ser apreciada pelos mais jovens. Eles se interessam por aquilo que consegue melhor cativá-los. As formas de ensinar e aprender precisam ser revistas pois, com tantas informações oferecidas de tantos modos diferentes e ao alcance da mão, o uso dos recursos tecnológicos e criativos na educação acaba sendo imprescindível mesmo.

Com tanta oferta de informações e fontes na internet, é preciso saber distinguir o que pode ser mais adequado para nós. Não há sites ou fontes 100% perfeitos ou 100% ruins. Um site pode ser muito bom para estudantes de ensino médio, mas pode ser insuficiente para pós-graduandos. É preciso prestar atenção a diversos detalhes da fonte (credibilidade do site, informações atualizadas, etc.) e na necessidade e perfil do internauta. Pesquisar na internet não é tão fácil como se imagina pois, no meio de tantos resultados obtidos nos sites de busca, é preciso ter habilidades de pesquisa que podem ser aprendidas e treinadas a qualquer momento de nossas vidas. Não importa se somos jovens ou idosos, estudantes ou trabalhadores: nunca é cedo ou tarde demais para aprender a buscar as informações - de modo seguro, responsável e preciso.

 

Navegando no oceano de informações

De acordo com os números do IBOPE Nielsen Online (associação entre o IBOPE - Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística e a empresa Nielsen Online, especialista em medição de audiência de internet), contabilizados em junho de 2009, há 62,3 milhões de pessoas - com mais de 16 anos - que acessam a internet no Brasil a partir de casa, do trabalho e de outros locais públicos (escolas, lan houses, bibliotecas e telecentros). Desse total, 38% acessam a web diariamente. O tempo médio de navegação detectado, por pessoa, foi de 44 horas e 59 minutos (somente em sites e excluído o tempo utilizado em ferramentas como MSN, Skype, sites de compartilhamento de arquivos, etc.). O Brasil é o país onde mais se navega no mundo, seguido pelos EUA (40 horas e 30 minutos), e pelo Japão(com tempo médio de 33 horas e 03 minutos).

Imagine que a cada segundo alguém deve procurar alguma informação através dos sites de busca. Quando os resultados da pesquisa aparecem na tela, a tendência geral é somente acessar os primeiros sites indicados. Algumas pesquisas demonstram que a maioria das pessoas chega, no máximo, até a terceira página de resultados. Por essa razão, considera-se que um bom site de buscas não é aquele que entrega a você milhares de resultados (demoraria alguns anos para você ver todos), mas sim aquele que consegue mostrar - já nos primeiros resultados - aquilo que vai atender melhor a sua necessidade, ou seja, os "melhores resultados" na sua concepção. Isso se chama relevância.

Porém, não significa que o site de busca vai "adivinhar" o que você está procurando e, como num passe de mágica, mostrar os melhores sites. O resultado da pesquisa que você realizou surge como uma lista de indicações de sites. Mas por que a lista aparece naquela ordem? Na verdade, o que contribui para um bom posicionamento de páginas em sites de busca (aparecer logo na primeira página, estar nas primeiras indicações) é o número de acessos realizados e a organização de conteúdo na página.

Para mostrar como funcionam, na prática, os mecanismos de busca na internet, selecionamos uma série de breves vídeos explicativos:

 

 

 

 

Os sites de busca ajudam um bocado na hora de pesquisar sobre algum assunto mas, como você pode ter visto, não fazem milagres sozinhos. O sucesso de uma boa busca reside no modo com que a pessoa realiza a sua pesquisa. E mesmo que você encontre sites com muitas informações aparentemente úteis, o trabalho de pesquisa não pára por aí. É necessário ler atentamente o conteúdo dos sites que você acredita que sejam os melhores; avaliar e comparar a qualidade dos dados apresentados e verificar se as fontes são confiáveis. É preciso ter critérios da mesma forma que teríamos com as fontes impressas.

 

Dicas para se fazer uma boa pesquisa

NAVEGAR É PRECISO - Experiências anteriores com a internet ajudam na hora de selecionar a melhor informação. Quanto mais você navega, maior é a possibilidade de aprender a reconhecer os sites mais confiáveis e os caminhos mais seguros na Web. No blog do Acessa São Paulo, por exemplo, há muitas dicas para uma navegação segura;

TENHA FOCO - Perder tempo ao distrair-se na internet é bem fácil. Afinal são tantas coisas interessantes que encontramos, mesmo sem querer... Por exemplo: se você precisar pesquisar sobre folclore brasileiro, não vá a páginas sobre cultura celta;

NÃO SÓ DE GOOGLE VIVE O HOMEM - O Google realmente é o site de busca mais popular no mundo, mas existem outros que podem ser uma opção a ele. Além dos buscadores, existem outras formas de se obter informações na internet: através de sites e portais especializados; de blogs sobre o assunto que procura; de fóruns e comunidades sobre o tema; através da Wikipédia, enciclopédia livre e gratuita e através das diversas redes sociais existentes;

À PRIMEIRA VISTA - Quando você visualiza, a primeira página de resultados de um site de busca, é possível reconhecer de cara o que lhe pode ser útil ou não (sem ter que abrir os sites). Olhe para as primeiras palavras que acompanham cada resultado. Se as primeiras descrições lhe interessarem, vá direto a esses links. Preste atenção, também, nas extensões e domínios dos endereços dos sites, que podem dizer muito sobre o grau de credibilidade das fontes e sobre as características das informações apresentadas.

Por exemplo: sites ".com" são geralmente comerciais (não necessariamente de vendas, mas que representam sites de empresas ou instituições privadas); sites ".edu" são de instituições de ensino (muito utilizado nos EUA); sites ".org" referem-se a organizações sem fins lucrativos; e sites ".gov" referem-se a sites de órgãos governamentais. Há mais domínios específicos, mas os mais utilizados são estes que foram citados;

CERQUE SEU ALVO - Evite ser muito genérico nas suas buscas. Ou seja: se procura por informações gerais sobre "medicina legal", não coloque apenas o termo "medicina" (você terá milhares de resultados com todo o tipo de medicina: medicina veterinária, medicina ortomolecular, etc.) e muito menos somente o "legal" (você corre o risco de encontrar, também, o site do programa televisivo Domingo Legal). Quanto mais termos você colocar, menos resultados virão. Mas procure não colocar palavras desnecessárias, que não têm significado por si mesmas e só trarão resultados sem consistência (como advérbios e preposições);

LIGUE O DESCONFIÔMETRO - Não acredite piamente em tudo o que você vê na internet. Habitue-se a ser crítico. Não se trata apenas dos famosos e-mails correntes alarmistas ou das lendas propagadas na Web. Muitas vezes você encontrará informações desencontradas e a comparação entre as fontes e o poder de análise sobre elas é essencial. Então, consulte no mínimo uns três sites para que se tenha uma base. Mas acima de tudo, tenha clara a idéia de que nada é totalmente imparcial neste mundo. Até mesmo livros, enciclopédias e sites de grandes instituições carregam os pontos de vista e "filosofia" dos seus responsáveis;

Realmente, às vezes difícil avaliar a exatidão das informações apresentadas. Algumas perguntas podem ajudar nessa hora: a informação tem base comprovada e consagrada ou é baseada em uma opinião particular? Ela é apresentada por pessoas, empresas ou instituições que têm sólida reputação em suas áreas de atuação? Já foi citada em outras fontes? Quais as intenções e objetivos das fontes? Em que contexto a informação é fornecida (se está ligada a algum tipo de publicidade, tem caráter educativo, etc.)? Está relacionada às questões ideológicas, morais, religiosas, éticas, comerciais ou pessoais de alguma forma? É atual (preste atenção à data de publicação)?;

IMAGEM NÃO É TUDO - Nem sempre um site bonito visualmente tem as melhores informações ou as organiza do melhor modo. Pode ser uma recomendação mais indicada para as crianças (que se impressionam com a aparência), mas muitos sites pretensamente voltados para adultos pecam por serem muito poluídos, confusos, com animações, imagens e banners que demoram para carregar e que são plenamente dispensáveis, e que, além disso, dificultam a localização dos conteúdos para seus usuários e não possuem acessibilidade (onde as pessoas com deficiência física ou intelectual têm dificuldade para navegar);

DÊ CRÉDITOS PARA QUEM É DE DIREITO - Se você pesquisou e citou dados ou informações de uma determinada fonte, deixe claro que foi ela a autora do que você registrou. Verifique se há alguma menção a direitos autorais (copyright) e certifique-se se há alguma restrição de uso.

Sugerimos dois vídeos que falam sobre estratégias de pesquisa na internet:

 

 

 

Truques para melhorar sua busca

Existem alguns macetes que podem lhe ajudar na hora de realizar a pesquisa através dos sites de busca. Existem determinados sinais e termos que, colocados junto às palavras desejadas no campo da busca, acabam refinando mais a pesquisa. São eles:

ASPAS (" ") - Lembra-se do exemplo anterior da pesquisa sobre medicina legal? O que fazer para que o buscador não traga diversos conteúdos que não tenham a ver com este assunto? Coloque os termos entre aspas: "medicina legal". Isso indica que você quer pesquisar por determinada frase, ou seja, exatamente do modo colocado entre as aspas;

 

Operadores booleanos: Muitos sistemas suportam o uso de operadores booleanos AND, OR e NOT para melhor especificar a busca. São colocados entre os termos procurados. Funciona assim:

AND (pode ser E ou +) - Medicina AND Legal. Indica que você quer resultados que contenham as palavras "medicina" e "legal" na mesma página. Note que usar o operador é diferente de usar as aspas, pois se neste último os resultados aparecem com as palavras exatamente como estão escritas dentro das aspas (e juntas); usando o AND, você vê páginas que contém as palavras buscadas, mas não necessariamente juntas. Observação: no Google basta digitar todos os termos desejados, separados apenas por espaços, pois o operador AND já está incluído automaticamente em seu campo de busca.

NOT (pode ser NÃO ou -) - Medicina AND Legal NOT Revista. Significa que você quer páginas que contenham as palavras "medicina" e "legal", mas não quer nada que tenha a palavra "revista". Provavelmente, o buscador não mostrará nenhuma revista de medicina legal ou alguma referência à essa palavra. Observação: no Google utiliza-se o sinal de -. É preciso dar um espaço entre os primeiros termos e o sinal booleano. Ex.: Medicina -legal ("qualquer" medicina, com exceção da palavra "legal").

OR (pode ser OU ou |) - Medicina OR Legal. Nesse caso, indica que você quer tanto páginas que contenham a somente a palavra "medicina", quanto aquelas que contenham a palavra "legal" e, ainda, todas as páginas que apresentarem as duas palavras juntas (assim como no caso do AND).

 

Como você pode notar, há três sinais possíveis para cada um dos operadores. Os sistemas de busca acabam optando por um deles, por isso é bom sempre dar uma olhada nas orientações de pesquisa disponíveis nos sites de busca.

INTITLE - Use esta palavra (vem do inglês, e quer dizer "dar título"), seguido do sinal de dois pontos (:), quando quiser que os resultados mostrem páginas com títulos determinados. Por exemplo: intitle:básico (sem espaços entre eles), vai recuperar somente os sites que apresentarem a palavra "básico" em seus títulos.

FILETYPE - Além dos conteúdos encontrados nas páginas dos sites, há muita informação disponível em arquivos de texto e imagens. Caso queira pesquisar documentos sobre medicina no formato PDF, digite no campo de busca "medicina filetype:pdf".

SITE - É possível especificar um site para que a busca seja feita. Digitando "medicina site:sp.gov.br", retornará páginas com o termo "medicina" que se encontram dentro de qualquer site com o endereço "sp.gov.br".

DEFINE - Além de usar os dicionários, há uma outra maneira de encontrar conceitos e definições de nomes e palavras. Se você digitar "define" seguido do sinal de dois pontos(:), mais o termo pretendido, aparecerão definições sobre ele e os respectivos links das fontes destes. Por exemplo: digitando "define: otorrinolaringologista", você terá como resultado:

• A otorrinolaringologia (ORL) é considerada uma das mais completas especialidades médicas do mundo, com características clínicas e cirúrgicas. Seu campo de atuação envolve as doenças do ouvido, do nariz e seios paranasais, faringe e laringe. Link: pt.wikipedia.org/wiki/Otorrinolaringologista

• Médico otorrinolaringologista; Profissional que se ocupa das doenças do ouvido, nariz e garganta. Link: pt.wiktionary.org/wiki/otorrinolaringologista

 

A BV ajuda você a pesquisar e a aprender coisas novas

Como já dissemos, existem outros meios para realizar uma pesquisa além dos sites de busca, como bases de dados especializadas em diversas áreas, enciclopédias digitais e redes sociais temáticas. Há uma infinidade de recursos gratuitos na Web.

Dê uma passadinha na seção Temas Diversos do site da Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo e conheça dicas de bibliotecas e acervos digitais, bibliotecas públicas (há coisas em bibliotecas reais que ainda não existem ou se comparam com o que se tem na internet), dicionários e enciclopédias digitais, ecologia e meio ambiente, empreendedorismo e novos negócios, pesquisa escolar e transportes.

Se não encontrar nada no nosso site que atenda ao que você precisa, fique à vontade para apelar ao nosso serviço de informação e fazer sua solicitação através do Fale Conosco. Pode perguntar o que você quiser, pois nós daremos o caminho para encontrar sua resposta.

 

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