Orkut, Twitter, YouTube, Delicious, são alguns nomes mais conhecidos em meio às inúmeras redes sociais que têm invadido a internet nos últimos anos. Mais do que um mero entretenimento, elas podem ser um meio de aprendizagem, de troca de informações e espaço democrático de discussão.
Vou postar um comentário no blog sobre aeromodelismo do Fábio, meu amigo médico que adora escrever sobre seu hobbie; começar a seguir a Biblioteca Virtual no Twitter; assinar o RSS daquele site esportivo para receber notícias sobre meu time; colocar o site daquela ONG no meu gerenciador de favoritos; divulgar o podcast sobre origamis daquele holandês que mora em Tóquio e que conheci no Facebook e, se der tempo, colocar mais fotos no Flickr.
Bem, mesmo que você não conheça ou use todas essas e outras ferramentas, certamente você tem um perfil em uma rede de relacionamentos ou já ouviu falar de uma.
A impressão que temos é que, com a internet, todos querem mostrar e compartilhar suas opiniões sobre tudo, conhecer e manter contato com amigos que nunca viram pessoalmente, produzir e mostrar seus próprios textos, imagens e vídeos. Com a internet e as ferramentas atuais - cada vez mais acessíveis por serem gratuitas e fáceis de usar - a visibilidade de todo esse movimento de gente querendo falar e se conhecer através dos “Orkuts” e “Facebooks” da vida parece inédito na história do mundo.
Bem, tudo parece mais globalizado e rápido (nem preciso conhecer pessoalmente o holandês para falar sobre o podcast dele), mas a vontade de conversar e trocar impressões e idéias, obviamente, não é um sintoma dos dias de hoje. Há cerca de duas décadas, ou quando não se falava em internet para o público geral, muitos jovens de diversos países se conheciam através do Pen Pal, um programa de intercâmbio através do qual seus membros trocavam cartas entre si.
Afinal de contas, o homem é um ser social e sente necessidade de se expressar, procurando se integrar a grupos com os mesmos interesses que ele. Atualmente, quando falamos em redes sociais, logo pensamos em internet. Mas trata-se de qualquer agrupamento de pessoas interligadas entre si em razão de interesses mútuos (sejam afetivos, profissionais e outros). Há vários exemplos: aqueles profissionais que se conheceram na hora do cafezinho em um congresso e que mantêm contato frequente; o grupo de senhoras que participam das ações sociais da igreja do bairro; os alunos da 3ª série do colégio da esquina etc.
A única diferença em relação às redes da internet é que as discussões e os compartilhamentos de conteúdos são feitos virtualmente – o que não impede encontros reais posteriores.
Esse novo panorama da internet tem ganhado um nome: Web 2.0.
Vídeo criado pela Common Craft que explica o que são redes sociais
Ultimamente, você deve ter percebido que o termo Web 2.0 tem sido repetido à exaustão na mídia. Virou até slogan para venda de produtos e serviços. Mas o que realmente ele quer dizer e o quanto nos atinge?
Quem inventou o termo foi Tim O´Reilly, dono da editora e empresa de mídia norte-americana O’Reilly Media, voltada para tecnologia, durante uma conferência internacional em 2004. Sua intenção foi anunciar a chegada de uma nova geração de serviços da internet muito mais dinâmica e interativa.
Bem, se há uma Web 2.0, deve ter existido uma Web 1.0 antes...
Na verdade, quando a World Wide Web surgiu, os sites apresentavam páginas com hiperlinks e imagens, porém eram essencialmente estáticos e continham somente informações fornecidas pelos seus desenvolvedores.
Com o tempo, a vontade de interagir e opinar sobre os diversos assuntos - que é natural ao ser humano – proporcionou o desenvolvimento de diversos canais de comunicação entre o usuário e aquele que produz a informação: começando pelos "Fale Conosco" dos sites, passando pelos fóruns e se multiplicando através dos comentários dos blogs, redes de relacionamentos - e por aí vai. De repente, quem era convidado a apenas dar opiniões, criticar ou elogiar, foi se tornando tão ativo a ponto de ajudar na elaboração do próprio conteúdo. Os Wikis confirmam esse modo de pensar e fazer a Web. são uma prova do poder de contribuição do público. São páginas construídas de forma comunitária e que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direito de acesso. Esse formato gerou o fenômeno da Wikipedia, enciclopédia on-line escrita por leitores.
Apesar de muitos dizerem que Web 1.0 e 2.0 são termos meramente "inventados" para fazer marketing e vender conceitos, fica claro que a internet modificou-se bastante ao longo da primeira década de 2000.
A era Web 2.0 tem por características:
Atualizações permanentes dos softwares – Isso pode soar como instável ou pouco confiável, mas na verdade esse pensamento só confirma que nada é imutável e que as coisas podem sempre ser melhoradas, de acordo com o comprometimento dos usuários que também podem colaborar com o desenvolvimento dos trabalhos.
Desenvolvimento cada vez maior de aplicações web gratuitas – Muitos programas não precisam estar instalados em seu computador, pois podem ser utilizados na própria web. Já existem, por exemplo, editores de texto on-line, onde você recupera o seu texto em qualquer máquina que estiver conectada à internet, não necessitando salvá-lo em pen drives ou CDs. Aliás, lembram-se dos disquetes? Alguém se lembra deles?
Personalização e agregação de informações – Cada vez mais a web oferece conceitos e produtos que procuram ter a "cara do usuário". E melhor: de forma gratuita. Você pode, por exemplo, escolher os seus temas para o seu perfil da sua rede social e inserir widgets (pequenos aplicativos) em sua área de trabalho para as mais diversas finalidades: ficar de olho na previsão do tempo, ver as fotos novas que o seu amigo colocou no seu álbum virtual ou observar a cotação da bolsa de valores em tempo real. Da mesma forma, você pode receber automaticamente as informações e notícias que desejar através do RSS, sigla de "Really Simple Syndication", que significa “distribuição realmente simples”, uma maneira de distribuir informação por meio da internet que se tornou comum em sites de notícias e blogs.
Outra característica interessante desta geração é que o próprio usuário pode organizar seu conteúdo através de uma classificação mais personalizada, através de palavras-chaves e categorias que ele mesmo cria. No Delicious, aplicativo usado para guardar e compartilhar links favoritos, você mesmo pode nomear os assuntos relativos ao link, através de tags (termo em inglês para “etiquetas” ou “marcadores”).
Esse conceito de indexação pessoal tem um nome: Folksonomia.
Conteúdo aberto - É um dos princípios da Web 2.0. Existem licenças como o Creative Commons ("criação comum"), que flexibiliza os direitos autorais permitindo que os usuários reutilizem o conteúdo de imagens, textos, vídeos e qualquer outro tipo de mídia na internet. Esse tipo de licença é usado muito no Flickr, para cessão dos direitos de algumas imagens dos usuários, e no Wikimedia Commons, um repositório de arquivos dentro das regras do Creative Commons.
Interatividade, comunidade e colaboração - Com esses conceitos a Web ficou muito mais dinâmica e humana, pois os usuários deixaram de ser passivos receptores de informação para serem mais ativos em relação ao conteúdo.
Isso não ocorre exclusivamente na internet. Perceba, por exemplo, quantos programas que você assiste na televisão que pedem que os telespectadores enviem vídeos e fotos para os seus sites.
Matéria do site Olhar Digital sobre a publicidade e as mídias sociais
O Governo do Estado de São Paulo lançou recentemente seus canais de rede social no Twitter, no Youtube e no Facebook.
A Biblioteca Virtual também marca sua presença nas redes sociais. É provável que você tenha visitado algum de nossos canais de contato, além desse site. Caso não conheça e tenha interesse em saber mais sobre a nossa atuação, ou simplesmente para dizer "oi", visite-nos nos links abaixo:
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