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Especial: FOLCLORE [08/2007]

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Que história é essa de folclore?

A palavra "folclore" foi criada, em 22 de agosto 1846, pelo pesquisador de cultura européia e antiquário inglês William John Thoms (1803-1885), para denominar um campo de estudos até então identificado como "antiguidades populares" ou "literatura popular". Essa proposta foi publicada no jornal londrino "The Atheneum". Thoms escolheu duas palavras de origem saxônica: "Folk", que significa povo, e "Lore", que significa saber; formando assim o "folk-lore", ou a "sabedoria do povo". Com o tempo, a palavra foi sendo utilizada sem o hífen, tornando-se simplesmente "folklore" ou "folclore", como foi usada no Brasil.

Podemos pensar o folclore como o conjunto de tradições culturais transmitidas, em geral, de forma oral e sem influência acadêmica ou erudita, tais como as danças, músicas, manifestações religiosas, festas tradicionais, brincadeiras infantis, superstições, lendas, mitos, entre outras. Muitos estudos foram desenvolvidos no mundo, ao longo do tempo, sobre o folclore e o que poderia ser considerado folclore. No Brasil, tivemos grandes estudiosos, como Renato Almeida, Mário de Andrade e Câmara Cascudo, por exemplo. Mais detalhes sobre como foram esses estudos no Brasil podem ser vistos no texto (para download) "Estudos sobre folclore no Brasil: breve panorama".

No Brasil, o Dia do Folclore foi instituído no dia 22 de agosto pelo Decreto Federal nº 56.747 de 17 de agosto de 1965.


Em cada canto, o Brasil demonstra a sua riqueza folclórica.

O Folclore brasileiro, por ser o Brasil um país de dimensões continentais, é rico em conteúdos e lendas. É conhecida também como a "Mitologia Brasileira". Veja alguns exemplos: Boitatá, Caipora, Curupira, Mula-sem-Cabeça, Negrinho do Pastoreio, Saci Pererê, Iara, Chupa-Cabra.

O Brasil, vasto qual um continente, apresenta regiões distintas, onde há diferença de intensidade das influências dos povos formadores. Por outro lado, cada região possui seu gênero de vida de acordo com o meio ambiente, o que influi, também, no folclore brasileiro. A seguir, então, será narrada uma idéia geral dos vários desdobramentos do nosso folclore:

- Linguagem popular (gírias, alcunhas, frases, provérbios);
- Literatura oral (poesias, fábulas, lendas, mitos, advinhas, orações, cordel);
- Lúdicos (Bumba-meu-boi, Caboclinhas, Cavalhadas, Ciranda, Conga, Cordões de Bicho, Fandango, Maracatu, etc.);
- Música;
- Mitos e crendices populares;
- Usos e costumes;
- Artes populares e técnicas tradicionais.


O artesanato é uma das formas de manifestação da cultura popular e do folclore regional.

A seguir, apresentamos algumas lendas brasileiras bem conhecidas.

Saci-pererê

O Saci é uma lenda do folclore brasileiro e originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil no século XIX.

Dizem que, no início, o Saci era um pequeno curumim muito endiabrado, moreno e com duas pernas. Mais tarde, os descendentes africanos recriaram a imagem do Saci, influenciados por sua cultura. O Saci perdeu uma das pernas (lutando capoeira) e ganhou um cachimbo. Os europeus também contribuíram para a formação da nossa atual imagem desse ser lendário, dando-lhe o gorrinho vermelho tão característico.

O Saci é muito travesso, se diverte com os animais e as pessoas. Às vezes ele esconde os dedais das costureiras em buracos e faz o feijão que está no fogo queimar. Para capturar o Saci, é necessário prende-lo com uma peneira e retirar o seu gorro. Assim, o Saci não escapará, podendo ser mantido numa garrafa vazia.

No calendário oficial brasileiro, em 31 de outubro é comemorado o Dia do Saci.

Curupira

O Curupira é um personagem muito antigo do Folclore Brasileiro, sendo citado até por José de Anchieta. De origem indígena, esse ser fantástico é considerado protetor dos animais e das florestas. Ele espanta caçadores e lenhadores que tentam acabar com a natureza com suas ilusões e agudos assobios.

Difundido por várias regiões brasileiras, a figura do Curupira possui diferentes versões. Em alguns locais, o Curupira é visto como um ser todo peludo e possui dentes verdes. Em outras regiões, ele tem orelhas enormes e é mais calvo. Há quem diga que o Curupira carrega um machado feito do casco de jabuti.

De qualquer maneira, a imagem mais comum do Curupira e que a maioria conhece é a do garoto de cabelos pontudos e vermelhos, astuto e matreiro. Seus pés são virados para trás, o que faz com que as pessoas fiquem confusas ao tentar segui-lo através de suas pegadas.

Lobisomem

Supõe-se que a origem dessa tão famosa lenda tenha sido na Europa, no século XVI, e chegou ao Brasil através dos colonizadores portugueses.

Há várias versões sobre o nascimento do Lobisomem.

Uma delas diz que um homem foi mordido por um lobo em noite de lua cheia. A partir daí, em toda noite de lua cheia o homem se transforma nessa criatura. As pessoas que são mordidas pelo Lobisomem herdam a maldição. Da mesma forma, se uma pessoa se sujar com o sangue do Lobisomem, também contrai o fado.

Outra versão conta que o menino que nasce após uma sucessão de sete meninas se torna o Lobisomem. Alguns dizem que o homem com a maldição procura uma encruzilhada em noite de lua cheia, transforma-se em Lobisomem, sai à noite para procurar suas vítimas e retorna ao amanhecer, na mesma encruzilhada, para voltar ao normal.

O bicho é vulnerável apenas a objetos de prata (como as famosas balas de prata).

Mula-sem-cabeça

Difundido em todo o Brasil, a lenda da Mula-sem-cabeça nasceu na Península Ibérica e foi trazida para a América pelos espanhóis e portugueses.

A lenda conta que toda mulher que tivesse um relacionamento amoroso com um padre, seria castigada pelo seu imensurável pecado: se tornaria a Mula-sem-cabeça. Sua transformação ocorre na noite da quinta para sexta-feira de lua cheia. Transfigurada nesse ser fantástico, a mulher corre velozmente pelos campos passando por cima de todos em seu caminho. Para não ser pisoteada pela Mula-sem-cabeça, a pessoa deve-se jogar ao solo de bruços e esconder "unhas e dentes".

Há muitas maneiras de tirar essa maldição da mulher atingida: arrancar o cabresto da Mula-sem-cabeça, fura-la com um objeto pontiagudo (tirando um pouco de sangue) ou pedir para que o padre (amante) almadiçoe-a sete vezes antes de celebrar a missa.


Talvez o Saci-pererê seja o personagem mais popular do folclore brasileiro.

Boto

A lenda do boto é mais uma crença que o povo costumava lembrar ou dizer como piada quando uma moça encontrava um novo namorado nas festas de junho.

É tradição junina do povo da Amazônia festejar o nascimento de Santo Antonio, São João e São Pedro. Em estas noites se fazem fogueiras, se atiram foguetes enquanto se desfrutam de comidas típicas e se dançam quadrilhas e outras danças ao som alegre das sanfonas.

As lendas contam que em estas noites, quando as pessoas estão distraídas celebrando, o boto rosado aparece transformado em um bonito e elegante rapaz mas sempre usando um chapéu, porque sua transformação nao é completa, pois suas narinas se encontram no topo de sua cabeça fazendo um buraco.

Como um cavalheiro, ele conquista e encanta a primeira jovem bonita que ele encontra e a leva para o fundo do rio.

Durante estas festividades, quando um homem aparece usando um chapéu, as pessoas pedem para que ele o retire para que não pensem que ele é um boto.

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